A LINGUAGEM DE GÊNERO NO TEXTO FREIRIANO

  • Laís Adrieli Alves de Medeiros Universidade Estadual de Londrina
  • Gilmar Aparecido Altran Universidade Estadual de Londrina
Palavras-chave: Pensamento Freiriano, Gênero, Formação docente

Resumo

A presente pesquisa é resultado das atividades como participante no Projeto de Pesquisa em Ensino: “Grupo de Estudos: O pensamento Freiriano e a educação no Brasil – produção intelectual a partir dos anos de 1980”, realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). A leitura e reflexões de temáticas presentes no livro Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido (FREIRE, 1992), permitiu observar o movimento dialógico que o autor realiza em seu próprio pensamento. Ao receber diversas críticas, por meio de cartas de mulheres norte-americanas que diziam que não se sentiam incluídas no seu mais relevante livro: Pedagogia do oprimido. Por mais que a discussão fosse pertinente às suas causas e lutas, percebiam uma contradição: o texto possuía uma linguagem inteiramente machista. Assim, elencou-se a presente temática como atividade no Projeto com objetivo caracterizar o que Freire chama de “linguagem machista” e apresentar meios para a superação da questão posta. A pesquisa tem caráter bibliográfico no texto já indicado numa perspectiva dialógica com as questões presentes no cotidiano, em especial no que se refere à formação docente e o trabalho em sala de aula. De acordo com Freire, tal contato permitiu que superasse a ideologia machista. Ao se referir à “homens” pressupõe que as mulheres estão necessariamente incluídas. Por que os homens não estão necessariamente incluídos quando dizemos “mulheres”? Tem-se aí uma questão ideológica e não simplesmente gramatical. Assim, ao reencontrar seu texto, observou a questão de gênero e se refere à “homens e mulheres”, à pessoa, enfim.

Publicado
2020-09-17