A PERMANÊNCIA DO ACOMPANHANTE COM A CRIANÇA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA (UTI-P).

  • Kamila Onose Araujo Cunha
  • Cristiane de Sá Dan
  • Jaynara Priscila da Silva Lima
  • Lucia Helaynn Penha de Souza Franco
  • Marcia Maria de Medeiros
Palavras-chave: Criança hospitalizada, Humanização da Assistência, Relações Profissional-Família, Unidades de Cuidado Intensivo Pediátrico

Resumo

Introdução: A política de Humanização do Ministério da Saúde ressalta a importância do acompanhante nas unidades de internação. Porém, mesmo sendo garantido pelo estatuto da criança e do adolescente a permanência dos pais no ambiente hospitalar não é uma realidade em muitas instituições, limitando-se aos horários de visita. A UTI-P do Hospital onde ocorreu esta experiência ainda não aderiu à visita aberta e presença de acompanhantes, entretanto, em casos específicos, é permitido que um responsável permaneça acompanhando todo o período de internação. Objetivo: Descrever a experiência da presença do acompanhante em UTI-P. Metodologia: Trata-se de reflexão de profissionais da UTI-P de um Hospital Universitário do Sul do Estado de Mato Grosso do Sul, que atende a demanda de 35 municípios. Neste setor são atendidas crianças entre 29 dias e 12 anos de idade portadores de doenças infecciosas, crônicas, condições crônicas agudizadas, ou em pós-operatório. Resultados e Discussões: A equipe tem percebido que quando um familiar, normalmente a mãe, permanece ao lado da criança reduz-se a necessidade de contenção no leito, risco de quedas, ansiedade e medo da criança e família. Ressalta-se a necessidade dos profissionais terem cautela com atitudes e palavras, que podem ser mal compreendidas gerando conflitos entre família e equipe. O período de internação na UTI acarreta grande carga de estresse na criança devido à mudança do ambiente e a ausência da família, além do temor, da dor e do desgaste gerado pelos prolongados períodos de vigília. Por outro lado, a presença da família melhora a aceitação do tratamento e minimiza os fatores estressantes advindos da doença, dos procedimentos e da hospitalização. No entanto, para muitos profissionais a interação com os familiares tem sido visto como um fator estressante. Por isso, é fundamental que a equipe consiga criar um vínculo com os familiares, dando apoio neste momento de dor, tendo na comunicação um fator essencial para uma assistência de qualidade e humanizada, devendo haver um aperfeiçoamento deste profissional. Conclusão: A presença do acompanhante traz vários benefícios para a criança e equipe de saúde. É necessário que os profissionais estejam preparados para acolher as famílias.

Publicado
2018-05-27
Seção
Artigos