A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO POSSIBILIDADE DE HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIENCIA EM UNIDADE PEDIÁTRICA

  • Adriana Valongo Zani
  • Amanda Aparecida Barcellos
Palavras-chave: Humanização da Assistência, Cuidado da criança, Contação de Histórias, Enfermagem Pediátrica

Resumo

INTRODUÇÃO: A internação hospitalar é um momento extremamente delicado e estressante. Ao se tratar da hospitalização em unidades pediátricas, a situação torna-se mais sensível e difícil pois implica mudanças em toda rotina familiar. Para a criança, o ambiente hospitalar apresenta-se como desconhecido e ameaçador, entretanto, a presença dos pais favorece no enfrentamento desses sentimentos. A humanização no cuidado, principalmente quando se trata de crianças, é essencial para um melhor enfrentamento da situação. O Sensibilizarte existe como proposta de humanizar o cuidado em saúde. Trata-se de um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina, baseado nos princípios do Sistema Único de Saúde, que dispõe de quatro frentes de atuação: contação de histórias, palhaço, música e artesanato. A contação de histórias compreende uma prática antiga, que apresenta resultados positivos frente a situações desafiadoras, fortalece vínculos e estimula a criatividade. O contar histórias não se resume ao ato descrito em si, abrange a possibilidade da criança e do acompanhante ouvir, interagir com o colaborador, comentar suas experiencias e criar suas próprias narrativas. OBJETIVO: Ressaltar a importância da prática humanizada e da contação de histórias durante a internação de crianças em unidades pediátricas. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, de uma estudante do curso de Enfermagem, participante da frente da contação de histórias. RESULTADOS: No primeiro contato com a criança, há a possibilidade de se recusar a ouvir uma história ou conversar com um colaborador. Oferece um momento de tranquilidade ao familiar que o acompanha, pois, apresenta distração, lembrança do passado e possibilidade de formar uma história com o filho, favorecendo o vínculo dentro do ambiente hospitalar. Essa prática desperta no colaborador a importância de valorizar a escuta, pois a maioria dos pacientes tem algum relato ou memória para contar. CONCLUSÃO: Observa-se que apesar de os sentimentos negativos prevalecerem durante a internação, o momento em que se conta ou se ouve uma história é de extrema importância, tanto para a criança, que se distraí, para os pais, que se sentem felizes ao ver seu filho sorrindo, como para o colaborador que compreende a real importância da humanização em saúde.

Publicado
2018-05-27
Seção
Artigos