CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL: VIVÊNCIA ACADÊMICA

  • Lediane da Silva Joaseiro
  • Carolina Jung
  • Mirella Cavalcante Coelho
  • Luana Cláudia dos Passos Aires
  • Lidiane Ferreira Schultz
Palavras-chave: Educação em saúde, Estágio, Enfermagem, Criança

Resumo

INTRODUÇÃO:  A infância é o principal período  da vida em que o indivíduo cresce e desenvolve-se física e psicologicamente formando valores para concretizá-los com intensidade na vida adulta. De acordo com Poletto (2009), quando crianças e adolescentes são expostos a situações vulneráveis como pobreza, violência, estupro, negligência familiar, estes podem sofrer impactos negativos no futuro e vivenciar problemas sociais, físicos e psíquicos. OBJETIVO: Relatar a experiência no cuidado a crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade. METODOLOGIA: Consiste em um relato de experiência analítico descritivo sobre a vivência das alunas de graduação em Enfermagem durante a Atividade Teórica-Prática (ATP) obrigatória do Instituto  de Ensino Superior de Santa Catarina em um projeto social com crianças em situação de vulnerabilidade. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O local da realização da ATP ocorreu em um projeto social, que tem como objetivo atender e acolher crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e familiar. As atividades desenvolvidas na instituição são preferencialmente educacionais, de lazer, promoção a saúde dentre outras. A equipe é composta por pedagogos, enfermeiro, psicólogo e educador físico, que trabalham em conjunto para assegurar o desenvolvimento psicossocial e fisiológico das crianças e adolescentes. Neste contexto, as atividades realizadas pelas alunas foram de acordo com o diagnóstico de enfermagem realizado e a demanda em educação em saúde pela instituição. Higiene das mãos, higiene pessoal e prevenção de violência sexual infantil foram algumas atividades realizadas sempre de forma lúdica e criativa pelas acadêmicas. O vínculo com a equipe, as crianças e adolescentes foram parte primordial desta ATP, sendo assim possível, desenvolver atividades de educação em saúde e autocuidado. CONCLUSÃO: Percebeu-se que a abordagem, o vínculo e comunicação entre crianças, adolescentes, equipe e alunos foi adequado e eficaz, pois estas crianças estavam aproveitando as novas situações apresentadas e a vontade de aprender durante as atividades lúdicas era relatada ou percebidas. As atividades realizadas tiveram sucesso nas aplicações e viu-se que quando há uma atenção especializada e acompanhamento contínuo, é possível fazer com que crianças e adolescentes não tenham suas vidas influenciadas pelas situações de vulnerabilidade em que vivem.

Publicado
2018-05-27
Seção
Artigos