HOSPITALIZAÇÃO INFANTIL E O BRINCAR: UM RELATO E EXPERIÊNCIA

  • Caroline Fantini
  • Maíra Bonafé Sei
  • Thais Valéria dos Santos de Oliveira
Palavras-chave: Hospitalização, Humanização em Saúde, criança, brincar

Resumo

INTRODUÇÃO: O período de hospitalização pediátrica ocasiona alterações na vida como procedimentos invasivos, separação dos amigos e familiares, contrição de movimentos e mudança de ambiente. Nesse período, a criança se encontra em situação de desamparo, devido à fragilidade decorrente a doença, resultando em transtornos de comportamento, fobias, regressões, estados depressivos, entre outros. Nesse sentido, o brincar pode ser um instrumento importante no ambiente hospitalar, facilitando a internação, por ser um meio de expressão da angústia, agressividade e destrutividade. Para Winnicott, o brincar vincula-se à saúde e facilita o crescimento e desenvolvimento humano e, além disso, conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesmo e com os outros. OBJETIVO: Discutir a importância do brincar no processo de hospitalização por meio do Sensibilizarte, projeto de humanização em saúde. METODOLOGIA: As observações e interações foram realizadas em entradas na pediatria de hospitais da cidade de Londrina-PR, através do Sensibilizarte, projeto composto por quatro frentes: Palhaço, Contação de Histórias, Música e Artesanato. Para este trabalho, centrou-se nas ações da frente da Música e do Artesanato.  RESULTADOS E DISCUSSÃO: As entradas nos quartos das crianças proporcionaram a observação das crianças usualmente exercendo alguma forma de brincadeira, com convite ao brincar conjunto a elas. Neste sentido, nota-se que esta atividade passa a ser uma maneira de vinculação com a criança, compreendendo que o brincar implica em acesso ao gesto espontâneo e ao viver criativo. Tais aspectos, em uma perspectiva winnicottiana, são vistos como carregados de uma função curativa e implicados na terapia em busca da saúde. Notou-se, contudo, situações nas quais as crianças se assustavam com a presença dos sensibilizaristas, haja vista a entrada nos hospitais com os rostos pintados e adereços coloridos aplicados ao tradicional avental dos profissionais da saúde. Contudo, por meio do manejo acolhedor e da aproximação feita com o brincar, foi possível operar na área do espaço potencial, tal como proposto por Winnicott. CONCLUSÃO: Apesar do contato com a criança ser breve, pode-se observar a importância do brincar, o qual possibilita que a criança consiga lidar criativamente com a nova realidade, o hospital, e assim expressar seus sofrimentos.

Publicado
2018-05-27
Seção
Artigos