VISITA AO PARQUINHO COM CRIANÇA DEPENDENTE DE VENTILAÇÃO MECÂNICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

  • Kamila Onose Araujo Cunha
  • Camila Fortes Corrêa
  • Ely Bueno da Silva
  • Ely Bueno da Silva
  • Kelly Moraes
  • Marcia Maria de Medeiros
Palavras-chave: Criança hospitalizada, Humanização da Assistência, Unidades de Cuidado Intensivo Pediátrico

Resumo

Introdução: A hospitalização de crianças é uma condição impactante devido a interrupção dos hábitos rotineiros e afastamento do convívio e ambiente familiar. Para minimizar esse impacto, um dos recursos é transformar o ambiente hospitalar em um local agradável, e considerando os princípios da humanização, buscar ir além dos limites das intervenções medicamentosas ou das técnicas de reabilitação. Objetivo: Descrever uma visita ao parquinho do hospital com criança em Estado Vegetativo Persistente dependente de Ventilação Mecânica. Metodologia: A experiência em questão ocorreu em um hospital universitário, no Sul do estado de Mato Grosso do Sul. MS. Após consenso entre a equipe multiprofissional, foi decidido que MSF, 3 anos, poderia fazer uma visita ao lado externo, onde se localiza o parquinho da pediatria. Foi utilizado um berço de transporte, cilindro de oxigênio e a ventilação foi mantida por pressão positiva com balão auto-inflável com válvula. A monitorização do paciente se deu por oxímetro portátil. Os profissionais da enfermagem e da fisioterapia atuaram na ventilação e monitorização da criança. Resultados e discussões: M.S.F, indígena, residente em aldeia, após episódio de broncoaspiração evoluiu para Estado Vegetativo Persistente. No dia 23 de Agosto de 2017 (4 meses de internação), foi levado para uma visita a área externa do hospital. Na visita foi possibilitado o banho de sol, o contato com o vento e com os sons de pássaros. Percebeu-se que durante a visita a criança demonstrava face de atenção aos sons e as sensações provocadas pelo ambiente. M.S.F permaneceu na área externa por cerca de 1 hora e meia e não apresentou instabilidade durante nem após a atividade. Considerando as limitações de uma criança com comprometimento neuropsicomotor, a atividade de passeio no parque é vista como uma adaptação às atividades lúdicas. A Humanização do atendimento, a estimulação do desenvolvimento psicossocial da criança e a prevenção da saúde mental dos diferentes intervenientes fazem também parte das vantagens apontadas à inserção do lúdico em contexto pediátrico. Conclusão: Evidenciou-se que a equipe teve uma abordagem humanizada, o que gerou satisfação aos envolvidos, empatia e a percepção dos bons resultados para a criança.

Publicado
2018-05-27
Seção
Artigos