O USO DO BRINQUEDO TERAPÊUTICO DRAMÁTICO POR ENFERMEIROS EM HOSPITALIZAÇÃO INFANTIL PROLONGADA

  • Ana Pontello Rampazzo Raquel Pontello Rampazzo
  • Natália Shinkai Binotto
  • Elaine Buchhorn Cintra Damião
Palavras-chave: criança hospitalizada, jogos e brinquedos, enfermagem pediátrica

Resumo

Introdução: A hospitalização infantil prolongada caracteriza-se pelo fato da criança permanecer distante do convívio dos familiares e da rotina de atividades diárias por longo período. Além disso, os pacientes pediátricos são submetidos à excessivos procedimentos invasivos e dolorosos, que podem resultar tensão, tristeza e ansiedade pela experiência atípica à sua idade. O brinquedo terapêutico dramático (BTD) aplicado por enfermeiros trata-se de uma estratégia relevante para o alívio emocional das crianças, pois permite que elas exteriorizem sentimentos de raiva e hostilidade. Objetivo: Realizar sessão de BTD com criança pré-escolar em internação prolongada. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência sobre a aplicação do BTD a uma criança hospitalizada em unidade pediátrica, por enfermeira residente de hospital público do município de São Paulo. A criança, acompanhada pela mãe, foi convidada a participar da brincadeira e informada sobre a duração da sessão de 30 minutos. Na cama da criança, brinquedos representativos da família, profissionais de saúde, animais, objetos de uso hospitalar e uso doméstico, boneco para realização de procedimentos, blocos de encaixar foram dispostos para a manipulação pela criança, sob supervisão do profissional. Resultados e Discussão: A criança manipulou primeiramente os objetos domésticos, talvez por serem mais comuns à sua rotina fora do hospital. Em seguida, interessou-se pelos materiais hospitalares como estetoscópio, inalador, materiais para punção venosa, passando a reproduzir os procedimentos de ausculta pulmonar e cardíaca, inalação e aplicação de medicamentos vias oral e endovenosa. Realizou simulações repetidas da punção venosa no boneco, com os objetos hospitalares de forma semelhante aos procedimentos realizados consigo. Conclusão: A criança pôde manifestar seus sentimentos de ansiedade e de agressividade associados à experiência de hospitalização. Desse modo, por meio do BTD, e conseguiu expressar-se livremente e dramatizarem situações domésticas como aquelas relacionadas às experiências hospitalares traumáticas. Conclui-se que o BTD, como um instrumento de intervenção do enfermeiro à criança hospitalizada, é adequado para favorecer a expressão de sentimentos e o alívio emocional da criança hospitalizada.

Publicado
2018-05-27
Seção
Artigos