OS PEQUENINOS EM UMA UNIDADE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

  • Beatriz Maria dos Santos Santiago Ribeiro
  • Elen Ferraz Teston
Palavras-chave: Crianças, Urgência e emergência, enfermagem

Resumo

Introdução: Recentemente a inadequação da demanda de atendimento nos serviços de emergência pediátrica é uma realidade. Salienta-se que o atendimento em serviços de urgência e emergência tem aumentado, e com isso há uma expansão no custo do atendimento e na sobrecarga dos profissionais desta área, superando a sua competência resolutiva, e dificultando a contra referência. Objetivo: Descrever a experiência de uma enfermeira atuante em um setor de Urgência e Emergência com o público infantil. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo, a partir da vivência no serviço em um município de médio porte no período Janeiro a agosto/2017. Resultado e discussão: O município conta com um hospital materno infantil, porém a estrutura física é precária, não apresentando suporte adequado e nem suficiente para atender clientela pediátrica. Quando as patologias envolvem quedas e traumas as crianças são encaminhados ao Hospital de Medio porte onde foi realizado esse período de experiencia. O atendimento as crianças ocorrem no mesmo local que o atendimento à população adulta, a unidade não tem infraestrutura direcionada ao público infantil sendo utilizados os leitos adultos, e divididos o mesmos quartos com adultos. Essa condição gera ansiedade, medo, tristeza aos pequeninhos que deveriam ser a acolhidos em local calmo e tranquilo. Quando utilizado procedimento invasivo como por exemplo intubação oro traqueal as crianças clamam pelo os pais mas não é possível a permanecia da família até o termino do procedimento. A equipe mesmo habituada a atender urgência e emergência quando se trata de crianças em situações de risco de morte abala o emocional de toda a equipe. Considerações finais: A infraestrutura inadequada, as falhas no preparo da equipe em atendimento emergencial à criança contribuem para o atendimento não humanizado à essa clientela., O ambiente especifico ao atendimento à criança necessita oferecer atividades que distraiam e tranquilizem esse púbico, uma vez que quando envolve pediatria não é somente o cuidado técnico, mas o cuidado subjetivo a singular. Foi um momento de suma estima proporcionando uma experiência altamente positiva e recompensadora.

Publicado
2018-05-27
Seção
Artigos