A INTERCONSULTA COMO FERRAMENTA DE HUMANIZAÇÃO EM UM AMBULATÓRIO DE PSIQUIATRIA INFANTIL: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA.

  • Lilian Cristiane Almirão Juliani
  • Natalia Ramos Bim
  • Taciana Cristina Alves Souza
  • Silvia Aparecida Fornazari
Palavras-chave: Interconsulta, Humanização, Ambulatório de Psiquiatria Infantil

Resumo

INTRODUÇÃO: A interconsulta possibilita um atendimento global do paciente permitindo uma comunicação entre os diferentes profissionais, tendo uma melhor clareza nos diagnósticos e tratamentos. Não somente, intermedia as relações entre os envolvidos, viabilizando trocas de saberes, o que consequência atitudes diferentes diante de cada caso, considerando a idiossincrasia e as necessidades do paciente enquanto organismo único. Já o conceito de humanização consiste na valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde. A Política Nacional de Saúde (PNH) traz como princípios norteadores o trabalho em equipe multiprofissional que possibilite uma transversalidade e uma grupalidade; e também de um apoio à construção de redes que se comprometam com a produção de saúde e do protagonismo do sujeito. OBJETIVO: No ambulatório de Psiquiatria Infantil do Hospital Universitário de Londrina objetiva-se a prática da interconsulta, envolvendo profissionais da psiquiatria, psicologia e pediatria, em prol da valorização do paciente em seus diferentes âmbitos. METODOLOGIA: Os residentes em psiquiatria coletam informações e queixas de cada paciente em uma consulta que os estagiários de psicologia também assistem, posteriormente tais dados são levados para discussão com todos os profissionais envolvidos. Assim, havendo o diálogo entre as áreas, há uma tomada de decisão considerando os saberes e a individualidade dos casos. Então, é conversado com o paciente e familiares sobre as condutas sugeridas e os possíveis encaminhamentos, relacionando sempre com os anseios que os sujeitos implicados trazem durante todo esse processo. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Atualmente contempla-se 45 famílias, com crianças e adolescentes em tratamento psiquiátricos. As discussões oriundas da interconsulta tem contribuído na melhoria da qualidade de vida dos implicados, principalmente aqueles que passam por acompanhamentos psicoterápicos individuais. Os profissionais têm tido visões mais amplas acerca de cada transtorno, uma vez que há uma visão multidisciplinar. Ainda não foi possível um instrumento para mensurar a importância da interconsulta enquanto facilitadora no processo de produção em saúde. CONCLUSÃO: Por fim, tendo em vista os princípios norteadores da PNH infere-se que a interconsulta tem-se mostrado como ferramenta no processo de humanização, e viabiliza uma abertura comunicacional entre os diferentes grupos envolvidos promovendo mudanças nas práticas de saúde.

Publicado
2018-05-27
Seção
Artigos