FEMINICÍDIO TRANSFÓBICO COMO “PEDAGOGIA DA CRUELDADE”

ENTRE SILENCIAMENTOS E A ESPETACULARIZAÇÃO DO FENÔMENO PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

  • Marcio Ferreira de Souza Universidade Federal de Uberlândia
  • Amanda Ribeiro Oliveira Universidade Federal de Uberlândia
  • Yara Lissá Fusconi Rodrigues Universidade Federal de Uberlândia
  • Tacielle Oliveira Cruz Universidade Federal de Uberlândia
  • Tacielle Oliveira Cruz Universidade Federal de Uberlândia
Palavras-chave: transfeminicídio, pedagogia da crueldade, sociedade do espetáculo, masculinidade hegemônica

Resumo

A presente proposta é desenvolvida por meio da abordagem qualitativa e tem como objeto de pesquisa a análise sobre o feminicídio no Brasil, sob o recorte da tipologia “feminicídio transfóbico”, considerando o papel dos meios de comunicação de massa entre silenciamentos e a espetacularização do fenômeno. Visamos: abordar o feminicídio transfóbico como uma tipologia relevante em suas especificidades para melhor compreensão do fenômeno; analisar teoricamente o feminicídio transfóbico a partir da noção de “pedagogia da crueldade” como categoria de análise e discutir sobre o papel dos meios de comunicação de massa quanto a divulgação de notícias de transfeminicídios ou a ausência delas, entre os extremos do silenciamento e da espetacularização. O desenvolvimento da pesquisa tem como base um levantamento bibliográfico sobre o feminicídio como fenômeno social, considerando mais especificamente a tipologia “feminicídio transfóbico”, conforme o Modelo de Protocolo Latino-americano. Num segundo momento, valendo-nos de uma pesquisa documental, selecionamos três casos de transfeminicídio consumados e um caso de agressão física a uma travesti. A seleção dos 4 casos citados se justifica pela disponibilidade de material de divulgação nos meios de comunicação de massa (imprensa, internet etc.), considerando suas repercussões midiáticas, em diferentes graus, em âmbitos nacional e local e pelo modus operandi em comum dos feminicidas contra as vítimas, expressados pelas dinâmicas de violação, degradação e de extermínio de corpos transexuais e travestis.

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Publicado
2025-01-30