Igreja Católica, Estado e Política:
questões emergentes
Palavras-chave:
Política Pública, Igreja Católica, EstadoResumo
Na história das sociedades ocidentais européias e latino-americanas, percebe-se estreita relação entre a Igreja Católica e o Estado, por muito tempo ações de assistência material ficaram nas mãos dos católicos sob o princípio moral da caridade cristã. Mesmo quando a questão social foi assumida como problema do Estado capitalista, séculos XIX e XX, a Igreja Católica não abandou essa estratégia de intervenção na sociedade urbana e industrial. No final do século XX e início do XXI, com o acirramento do neoliberalismo e consequentemente do individualismo os discursos religiosos católicos que enfatizavam a preocupação com o próximo, sujeito da ação caritativa, se exauriram e não pautam mais agendas centrais do trabalho pastoral ou da Renovação Carismática – RCC. Com os processos de descentralização do poder as instâncias Estaduais e Municipais ganharam espaço expressivo na formulação de políticas públicas a partir dos diversos conselhos de participação e controle (locais ou regionais), os quais contam com a forte participação da sociedade civil. Nos últimos anos, o novo Papa tem apresentado em seus discursos posicionamentos que voltam a atenção para a priorização dos “oprimidos” causando de certa forma a emergência de problemas sociais. Sendo assim este artigo se propõe a analisar as influências do pensamento católico nas políticas públicas brasileira e perceber as novas questões que são colocadas pela conjuntura atual vinculada ao Papado de Francisco.