O mito do amor materno e a entrega de um(a) filho(a) em adoção
Palavras-chave:
criança, amor materno, adoçãoResumo
Percebemos o quanto o mito do amor materno (Badinter, 1985) é naturalizado e gerador de discursos que pouco questionam sobre a função destinada às mulheres de serem mães, definindo-as por sua capacidade biológica. Tais discursos também atravessam os(as) profissionais(médicos(as), psicólogos(as), assistentes sociais, juízes(as)) que lidam com tais mulheres durante esse processo. Isso pode ser sentido, por exemplo, diante das insistentes tentativas de fazer com que as genitoras desistam de sua decisão, por meio de sugestões e busca de auxílios para que permaneça com a criança. Tem-se como objetivo problematizar a criação do discurso bioparental, como este criminaliza as genitoras que entregam crianças/adolescentes para adoção, e como isso se estende à tais crianças.