Ser mulher, mãe e migrante: entre a prática da resistência e os desafios para as políticas públicas
Palavras-chave:
mulheres migrantes e refugiadas, maternidade, desigualdade social, resistênciasResumo
Este estudo integra o projeto “Entre Flores, Espelhos e Faces Desiguais: a dialética da força feminina nos deslocamentos humanos” e apresenta resultados de pesquisa realizada em 2025 com mulheres migrantes e refugiadas acolhidas em Campo Grande/MS. Objetivou compreender como a maternidade e o vínculo materno se constituem como formas de resistência em contextos de desigualdade social. De abordagem qualitativa participante, fundamentou-se no materialismo sócio-histórico e no feminismo marxista. Os resultados evidenciam as dinâmicas do trabalho de cuidado, os papéis de gênero e as reorganizações familiares no processo migratório, compreendendo a maternidade como construção social atravessada por classe, gênero, raça e território.