O trabalho do cuidado remunerado no Sistema Único da Assistência Social brasileiro
Palavras-chave:
assistência social, mulheres trabalhadoras, cuidado remunerado, interseccionalidade, precarizaçãoResumo
Este artigo analisa o trabalho do cuidado remunerado de mulheres trabalhadoras no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) brasileiro. Por meio de pesquisa bibliográfica, documental e análise de dados quantitativos do Censo SUAS (2022), evidencia-se que 77,6% da força de trabalho do SUAS é composta por mulheres, majoritariamente em funções precarizadas e historicamente desvalorizadas. Articulando os dados disponíveis com a literatura sobre interseccionalidade, argumenta-se que essa feminização é atravessada por desigualdades de gênero, raça e classe. Conclui-se que o trabalho do cuidado no SUAS expressa desigualdades estruturais que exigem reconhecimento político e científico urgente.
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