Corpos em movimento: estigma e resistência na prostituição do interior sul-mato-grossense
Palavras-chave:
prostituição, estigma, patriarcado, etnografiaResumo
Este artigo analisa as narrativas sobre a prostituição em Nova Andradina-MS, explorando como as experiências femininas e as percepções sociais são moldadas por estruturas patriarcais. Fundamentada no interacionismo simbólico e em uma etnografia multicentrada, a pesquisa investiga o conceito de "corpos em movimento" como metáfora para resistências e negociações de identidades frente ao estigma e à marginalização. Os resultados revelam que a prostituição atua como um campo de forças onde a ordem social, baseada na tríade "padre, polícia e puta", é simultaneamente mantida e subvertida pela agência das mulheres, desafiando discursos hegemônicos de vitimização e culpabilização.
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