A MEDIAÇÃO DOCENTE NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL EM CRIANÇAS AUTISTAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DO PIBID
Palavras-chave:
PIBID, Autismo, Linguagem oral, Mediação docente, Educação InfantilResumo
O desenvolvimento da linguagem oral é um processo essencial para a constituição do sujeito e sua interação com o meio social. Em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), essa aquisição pode ocorrer de forma atípica, exigindo mediações pedagógicas planejadas, afetivas e sensíveis às suas especificidades. Este artigo apresenta um relato de experiência vivenciado no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) da cidade de Londrina–PR, com uma criança autista de dois anos. Metodologicamente, é um trabalho de abordagem qualitativa e fundamentado em Vygotsky (1997, 1998), Oliveira (1997), Chiote (2020) e na Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2017), o estudo buscou compreender o papel da mediação docente no desenvolvimento da linguagem oral e da comunicação de crianças autistas. Como resultado, observou-se que, com o uso de práticas lúdicas, previsíveis e afetivas, a criança avançou da comunicação não verbal para a nomeação de palavras e identificação de letras e imagens, confirmando que a mediação docente, sustentada por intencionalidade e afeto, é um elemento decisivo no processo de aprendizagem e inclusão de crianças autistas, promovendo o diálogo entre teoria e prática e reafirmando a importância da formação docente inicial. Assim, conclui-se que crianças com autismo representam um desafio, mas um professor bem preparado e sensível pode contribuir de forma eficaz para seu desenvolvimento.