A REDE QUE UNE E FERE: NARRATIVAS CAPACITISTAS NO TIKTOK
Palabras clave:
capacitismo, preconceito, redes sociais, netnografiaResumen
Com o crescimento da presença de influenciadores nas mídias sociais, foi possível observar o fortalecimento da interação e debate entre criadores de conteúdo e usuários sobre diferentes pautas sociais. No entanto, a democratização da comunicação digital também resultou no aumento dos discursos de ódio e da desinformação nas plataformas digitais, reflexo da ausência de diretrizes eficazes para a prevenção e o combate às expressões preconceituosas. Dentre essas manifestações, destaca-se o capacitismo, que segue amplamente naturalizado nos espaços virtuais. O presente trabalho tem como objetivo explicitar a presença de atos preconceituosos nas redes sociais, com foco na denúncia e problematização das diferentes formas de capacitismo. Para tanto, a pesquisa, tendo como metodologia a netnografia humanista, foi realizada a partir da análise de comentários em perfis de três influenciadores do TikTok que abordam a temática da inclusão. Desse modo, foram estabelecidas duas categorias de análise: capacitismo explícito e capacitismo velado, permitindo a observação de nuances e repetições nos discursos analisados. Os resultados indicaram que a prática capacitista se manifesta de maneira recorrente na plataforma, sendo frequentemente legitimada por uma falsa concepção de liberdade de expressão que ignora a violação dos direitos das pessoas com deficiência. Partindo dos pontos supracitados, concluiu-se que, embora as redes sociais possibilitem o debate sobre inclusão, ainda se configuram como espaços que reproduzem desigualdades e preconceitos. Por fim, destacou-se, portanto, a urgência de políticas de moderação mais efetivas e de ações educativas voltadas à conscientização digital.