CONSIDERAÇÕES DO NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE DA UEL SOBRE AVALIAÇÕES ADAPTADAS NO ENSINO SUPERIOR

Autores

  • Ana Márcia Fernandes Tucci de Carvalho
  • Stefany Paula Oliveira da Costa Universidade Estadual de Londrina
  • Pamella Gabrielle Gransoti de Souza Universidade Estadual de Londrina
  • Geovana Soares Milléo Universidade Estadual de Londrina
  • Marli Guimarães da Silva
  • Ingrid Caroline de Oliveira Ausec Universidade Estadual de Londrina

Palavras-chave:

Avaliação adaptada, inclusão, ensino superior

Resumo

Após cinco anos da Lei N.º 20.443/2020, que determina a reserva de 5% das vagas em processos seletivos das instituições estaduais de ensino superior para pessoas com deficiência, o ingresso desses estudantes aumentou de forma expressiva. Nessa direção, as instituições, que não foram pensadas inicialmente para lidar com a diversidade, veem-se lançadas em um vórtice de redesenhos das práticas de ensino, incluindo as avaliações. Nessa conjuntura emergem as avaliações adaptadas, voltadas à igualdade de condições aos estudantes com deficiência, possibilitando que expressem seus conhecimentos e habilidades. Embora a referida lei tenha contribuído para o ingresso desses estudantes, é necessário refletir sobre a permanência destes, sendo as avaliações adaptadas meios para essa continuidade. Este relato objetiva discutir a importância das adaptações das avaliações como instrumento de permanência e equidade no ensino superior e apresentar exemplos de avaliações adaptadas voltadas ao atendimento das necessidades desses estudantes. A metodologia utilizada foi análise documental, descritiva e interpretativa dos formulários de solicitação de ledor/transcritor e intérpretes de Libras ao NAC e relatos de docentes e estudantes durante os atendimentos. A análise revelou maior incidência de adaptações voltadas a estudantes com deficiência visual, como solicitações de ledores, transcritores e produção de materiais táteis. Diante disso, nota-se uma lacuna no acesso à informação a respeito das adaptações realizadas ou ausência dessas práticas em relação a outras deficiências. Assim, torna-se imprescindível o fortalecimento de políticas institucionais, formação docente e produção de recursos acessíveis, para assegurar a efetivação do direito à educação inclusiva para todos.

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Publicado

2026-04-01

Edição

Seção

Resumos Simples