MESAS TEMÁTICAS DA LAP-UEL: APRESENTAÇÃO DO RESUMO “ENTRE A GUERRA E A CORRUPÇÃO: ARTICULAÇÃO ENTRE FREUD E MINERBO”
Palavras-chave:
LAP-UEL, Psicanálise, PolíticaResumo
No decorrer do cronograma de mesas temáticas realizadas nos encontros quinzenais da Liga Acadêmica de Psicanálise (LAP-UEL), o grupo responsável pelo eixo Psicanálise e Política apresentou o resumo “Entre a Guerra e a Corrupção: uma articulação entre Freud e Minerbo”, destacando a importância de compreender fenômenos coletivos, como guerra e corrupção, à luz da psicanálise. O trabalho partiu da necessidade de problematizar a corrupção institucionalizada, relacionando-a à pulsão destrutiva e às fragilidades do pacto civilizatório. Objetivou analisar guerra e corrupção como manifestações da pulsão de morte, articulando o texto “Por que a guerra?” (Freud, 1932/33) às reflexões de Minerbo (2016) sobre corrupção simbólica. Utilizando-se da pesquisa bibliográfica, baseou-se na leitura crítica dos autores, complementada pela análise do filme Sindicato de Ladrões, indicado por Minerbo para exemplificar o colapso institucional e a possibilidade de reinvestimento da lei simbólica. Os resultados mostraram que ambos os fenômenos decorrem do fracasso das instituições e da cultura em conter impulsos destrutivos – de modo que a corrupção, quando naturalizada, instaura “miséria simbólica”, enfraquece a lei e favorece líderes que exploram vulnerabilidades sociais por meio de discursos maniqueístas. Concluiu-se que a articulação entre Freud e Minerbo permite compreender a corrupção para além do viés ético ou jurídico, reconhecendo-a como patologia social vinculada à pulsão de morte. O debate com os membros da LAP-UEL reforçou a atualidade dessa leitura, evidenciando o papel da psicanálise na análise crítica dos impasses civilizatórios e na necessidade de resgatar o valor simbólico da lei como sustentação do laço social.