PREVALÊNCIA DE ENTEROCOCCUS SPP. EM CULTURAS DE PACIENTES IDOSOS DE UM HOSPITAL DA REGIAO SUL DO BRASIL, NO PERIODO DE JANEIRO DE 2024 A MAIO DE 2025
Palavras-chave:
Enterococcus, resistência bacteriana, idosos, vancomicinaResumo
Introdução: As infecções por Enterococcus spp. representam um grande desafio de saúde pública, principalmente em pacientes imunodeprimidos. A população idosa apresenta alto risco de desenvolver infecções por Enterococos resistentes à vancomicina (VRE). Objetivo: Avaliar a frequência de Enterococcus spp. em materiais clínicos de pacientes de um hospital da região sul do Brasil, no período de janeiro de 2024 a maio de 2025. Metodologia: Pesquisa retrospectiva por análise de resultados de culturas processadas rotineiramente pelo setor de microbiologia do Laboratório de Análises Clínicas. A identificação dos microrganismos e testes de sensibilidade a antimicrobianos foram realizados previamente pelo sistema automatizado Vitek2® (bioMerieux). Os dados foram obtidos do sistema informatizado do hospital. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa de acordo com Parecer Consubstanciado do CEP, número 7.118.248. Resultados: Foram analisadas 648 culturas positivas para Enterococos, das quais 329 (50,77%) foram obtidas de urina, 144 (22,22%), de fragmento de tecido/ósseo e 88 (13,58%) de sangue. Enterococcus faecalis foram identificados 507 (78,24%) culturas, enquanto Enterococcus faecium foram identificados 141 (21,76%). Resistência à vancomicina foi identificada em 67 (47,52%) dos E. faecium e em 89 (17,55%) dos E. faecalis. Conclusão: E. faecalis foi a espécie mais frequente seguida por E. faecium. A urina foi o material biológico de maior predominância de Enterococos, seguida de fragmento de tecido/ósseo e sangue. A maioria dos VRE era da espécie E. faecium. A frequência de identificação de Enterococcus spp. em pacientes idosos evidencia a importância do monitoramento contínuo e de estratégias rigorosas de prevenção nesta população.