RUPTURA UTERINA DEVIDO HISTEROCELE INGUINAL EM CADELA. RELATO DE CASO

Autores

  • Cecilia Corbacho Maciel Universidade Estadual de Londrina
  • Letícia Amanda dos Santos Silva Universidade Estadual de Londrina
  • Caique Marques Rocha Oliveira Universidade Estadual de Londrina
  • Luciano Jesus de Carvalho Silveira Universidade Estadual de Londrina
  • Flávia Diniz Prado Universidade Estadual de Londrina
  • Maria Isabel Mello Martins Universidade Estadual de Londrina

Palavras-chave:

Hérnia inguinal, Histerocele, Piometra

Resumo

Aumentos de volume em região inguinal em cadelas são comuns, os principais diagnósticos diferenciais estão as neoplasias mamárias e as hérnias inguinais. O objetivo é relatar o caso de uma cadela, raça Pug, de 5 anos, 8,5 kg, não castrada, atendida devido apatia, anorexia e episódios de vômito há cerca de quatro dias. Histórico de aumento de volume em região inguinal há um ano, que apresentou crescimento na última semana, e apresentar secreção de estro. Ao exame físico, evidenciou apatia, dor e o aumento inguinal esquerdo não redutível e de consistência macia. Ao exame ultrassonográfico foi visibilizada uma estrutura com conteúdo anecogênico, não sendo possível diferenciar se bexiga ou útero. À citologia vaginal presença de células de diestro. O exame hematológico evidenciou anemia moderada e leucocitose com desvio à esquerda e trombocitopenia. Ao tratamento cirúrgico foi identificado um corno uterino com conteúdo piosanguinolento como conteúdo herniado, que devido ao volume foi necessário fazer a ovariectomia bilateral pela linha média. Após desfazer a aderência do saco herniário e punção do conteúdo uterino foi identificada uma torção na altura do corpo do utero e ruptura do corno encarcerado. Seguiu - se a histerectomia pelo defeito herniário seguida de herniorrafia. A cavidade foi lavada com solução fisiológica e realizada a celiorrafia. Realizada antibioticoterapia, analgesia e anti-inflamatórios, com boa recuperação e alta clínica. Este caso destaca a importância dos diagnósticos diferenciais diante de volumes em região inguinal, para excluir hérnias inguinais de  neoplasias mamárias. Assim como reforçar a necessidade do acompanhamento reprodutivo adequado.

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Publicado

2026-04-01

Edição

Seção

Resumos Simples