Arte e psicologia: relato de uma experiência de estágio em um abrigo na cidade de Londrina

  • Aline Cristina Monteiro Rossi Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Ana Paula Ferreira Lopes Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Eliziane Campos de Menezes Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Kesillyn Bispo dos Santos Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Sirlei Silva Costa Instituto de Ensino Superior de Londrina
Palavras-chave: crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, psicologia social, acolhimento institucional

Resumo

Introdução: O estágio foi realizado em um acolhimento institucional de crianças e adolescentes no município de Londrina, e foi conduzido na casa nomeada II, que possuía 12 crianças do gênero feminino, de faixas etárias de 07 a 17 anos, e conduzido por duas estagiárias de psicologia do Instituto de Ensino Superior de Londrina. Para início das atividades propostas foi realizado uma capacitação para os estagiários conhecerem a realidade da instituição e o histórico das crianças durante um mês. O objetivo deste trabalho é compartilhar a experiência do estágio que teve como finalidade a criação de um livro em que as crianças construíssem sua própria história, e foi elaborada por uma técnica da instituição. A metodologia utilizada refere-se às atividades realizadas nomeadas como: 1- “Quebrando Geloâ€; 2- “Minha Identidadeâ€; 3- “Ãrvore Genealógicaâ€; 4- “Verdadeira Históriaâ€; 5- “Cada Um é Umâ€; 6- “Impressão Digitalâ€; 7- “Descobrindo as Minhas Medidasâ€; 8-“Hora de...; 9- “História Ilustradaâ€; 10- “Jamais Esquecereiâ€; 11- “Medo, Medinho e Medãoâ€; 12- “Pedro e Tinaâ€: “Melhores Amigosâ€; 13- “Pessoas da Minha Vida†e 14- “Pessoinhaâ€. A partir dos resultados observou-se a oportunização de proporcionar momentos de integração com o grupo e autoconhecimento, fortalecimento da convivência e expressão de sentimentos. Como discussão, observou-se que as crianças e adolescentes demonstram baixa autoestima, situações de abandono e dificuldades em lidar com questões da sua história, sendo necessário o olhar humanizado para a oferta das atividades que foram solicitadas pela própria instituição. Foi observado durante os encontros a interação entre as crianças e adolescentes, espaço de partilha, resgate das histórias, afetividade, possibilidade de audiência por parte das estagiárias e construção de regras.  Como conclusão desta experiência de estágio que acontece há aproximadamente há um ano, consideramos a necessidade de possíveis modificações na aplicação do livro história, mas esta edição sem reformulação possibilitou a oportunidade de subjetivação por parte das crianças a partir das atividades desempenhadas.

Publicado
2018-11-08