Construindo a história da minha vida: uma experiência de estágio com crianças e adolescentes abrigadas

  • Eliziane Campos de Menezes Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Eliziane Campos de Menezes Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Ana Paula Ferreira Lopes Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Kesillyn Bispo dos Santos Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Sirlei Silva Costa Instituto de Ensino Superior de Londrina
  • Aline Cristina Monteiro Rossi Instituto de Ensino Superior de Londrina
Palavras-chave: psicologia social, acolhimento institucional, crianças e adolescentes em situação de risco

Resumo

Introdução: O acolhimento institucional de crianças e adolescentes é uma medida de proteção prevista na Lei 8069/1990 aplicável nas condições de ameaça e violação dos direitos da criança e do adolescente. O presente trabalho tem como objetivo apresentar a proposta de estágio em Psicologia Social, o qual ocorre em uma entidade filantrópica da cidade de Londrina que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, risco pessoal e social.  A instituição possui 3 casas na presente cidade, e em média 8 acolhidos com faixa etária de 8 a 16 anos em cada uma. A metodologia consiste na utilização de uma apostila, elaborada pela própria instituição, a qual orienta os estagiários a desenvolverem um livro da história de vida de cada acolhido, aspectos intrínsecos e extrínsecos os quais compõe a subjetividade de cada um, resgatando sua história de vida, tornando-os autores que se apropriam da história passada e presente de suas vidas. Esta intervenção dá-se em grupo e os acolhidos recebem orientações, auxílio e ajuda dos estagiários na elaboração das atividades, utilizando materiais artísticos, como folhas, lápis de cor, tintas, desenhos, retratos, etc. Os resultados observados referem-se à potencialização da autoestima, valorização pessoal, autoconhecimento, desenvolvimento das relações interpessoais, assim como, a conjuntura do espaço de fala e partilha e aprendizado de novas habilidades, no envolvimento das crianças e dos adolescentes. Como discussão consideramos esta intervenção por meio dos recursos artísticos como uma via de acesso às crianças e adolescentes que proporciona espaço de acolhida, atende ao objetivo do estágio de construção da apostila que a instituição solicita e ao conhecimento da subjetividade de cada indivíduo, e percebemos a necessidade de novas intervenções para avaliar a influência do procedimento, e reformulação deste material com olhar da ciência psicológica para tal população. Dessa forma, conclui-se que este estágio tem sido significativo quanto a prática e caracterização do papel do psicólogo no âmbito social, o qual acolhe e promove a integridade psicológica e social do sujeito e promoção de saúde mental.

Publicado
2018-11-08