Contação de Histórias enquanto facilitadora do processo de humanização em hospitais

  • Lilian Cristiane Almirão Juliani Universidade Estadual de Londrina
  • Giovana Maria Mourinho Ferreira Universidade Estadual de Londrina
  • Mariana Viçoso Durães
  • Vitor Proença Lopes Universidade Estadual de Londrina
Palavras-chave: Contação de Histórias, humanização, hospitalização

Resumo

Humanizar consiste na valorização dos três setores da saúde: usuários, trabalhadores e gestores em todo o processo de produção e promoção de saúde, por meio da valorização dos sujeitos e espaços para o desenvolvimento de autonomia, visando transformar a realidade. No Hospital Universitário de Londrina, o projeto de extensão “Sensibilizarte - A arte como instrumento para humanização no cuidado em saúde” promove atividades artísticas dentro das alas de internação, sendo uma delas a Contação de Histórias. O presente estudo tem por objetivo analisar a Contação enquanto uma facilitadora no processo de humanização. Quando se discute a humanização nos processos de saúde, existe a preocupação de articular os diversos trabalhos, de forma que coloque o paciente enquanto um protagonista. Portanto, projetos como o Sensibilizarte buscam estratégias facilitadoras no processo de humanização por parte dos colaboradores durante o período da graduação, a fim de que os futuros profissionais tenham aderido às estratégias em seu de trabalho. Dentro das frentes do Sensibilizarte, pensa-se em como cada uma influencia o aprendizado de seus colaboradores, a partir de dinâmicas, discussões e na própria prática das entradas nos hospitais. Na “Contação”, há o aprendizado da humanização por meio do compartilhamento de histórias entre os colaboradores e os usuários do sistema de saúde. Neste sentido, as histórias funcionam como recurso para aproximar os colaboradores e usuários do sistema, ainda que o objetivo primordial do projeto seja a relação de respeito estabelecida entre os setores. A frente busca priorizar a fala dos pacientes, fortalecendo o direito de escolha dentro do hospital, articulando o processo de hospitalização com os aspectos vivenciados por eles a partir de suas histórias de vida. Entende-se que todas as pessoas em situação de internação possuem narrativas anteriores ao momento que se encontram e compartilhá-las as fortalece enquanto sujeitos em suas individualidades e idiossincrasias. As consequências das intervenções dos contadores de histórias estão, então, muito mais relacionadas ao ouvir do que contar histórias, uma vez que nessa troca de expressões e vivências a relação é produzida e novos enredos são construídos de forma humanizada.

Publicado
2018-11-08