Coragem, empatia e compaixão: vivências na frente do palhaço no projeto Sensibilizarte e suas contribuições

  • Lucas Miguel Savio Universidade Estadual de Londrina
  • Celina Yoshie Tanaka Universidade Estadual de Londrina
Palavras-chave: palhaço, humanização em saúde, diferenças culturais, autoconhecimento, Sensibilizarte

Resumo

O palhaço, mais do que é visto pelo externo, como um ser alegre e dotado de energias positivas, é vulnerável e constituído por aquilo que é mais genuíno: a figura de si. Com os padrões impostos pela sociedade atual e, mais especificamente, no contexto de atuação como futuros profissionais da saúde, a figura do palhaço busca a aceitação das próprias características e permite-se ser vulnerável diante das adversidades intrínsecas à vida. Tendo isso em vista, o presente trabalho objetiva discorrer sobre os efeitos que as vivências na frente de palhaço do projeto de extensão Sensibilizarte a partir dos olhares de uma estudante de Psicologia e de um estudante de Fisioterapia, principalmente no que concerne às características pessoais e vivências culturais que destoam do que é esperado cotidianamente, e o processo de aceitação das diferenças. Ademais, através da leitura de textos referentes à arte do clown, buscou-se relacionar a formação do palhaço com a contribuição para as devidas futuras profissões, uma vez que, através da constante superação da vergonha sobre si, é possível se criar o sentimento de coragem, compaixão e empatia. Tais fatores são considerados de grande importância na relação com o paciente, visto que a falta de humanização em saúde - e nos contextos sociais - é evidente na atualidade.

Publicado
2018-11-08