Percepção dos estudantes de enfermagem frente às terapias complementares como práticas em saúde

  • Emily Marques Alves Universidade Estadual de Londrina
  • Grazieli de Freitas Santos Universidade Estadual de Londrina
  • Juliana Cristina de Mello Rodrigues Universidade Estadual de Londrina
  • Gabrielle Andrade Universidade Estadual de Londrina
  • Catia Campaner Ferrari Bernardy Universidade Estadual de Londrina
Palavras-chave: doenças crônicas, terapias complementares, relaxamento, fitoterapia, massagem

Resumo

As terapias complementares foram implementadas pelo Ministério da Saúde em 2006, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), estas são estratégias para a humanização no cuidado em saúde, atuando nos campos de prevenção de agravos, bem como na manutenção e recuperação da saúde, pois compreendem o indivíduo em sua complexidade e singularidade. Estas terapias são importantes coadjuvantes no tratamento não farmacológico para alívio da dor crônica, pois este agravo pode se tornar angustiante e incapacitante. Assim, este trabalho tem como objetivo descrever os efeitos da técnica de Escalda Pés, como terapia complementar para mulheres portadoras de doenças crônicas, sob a percepção de graduandas de enfermagem. A terapia Escalda Pés é realizada no Ambulatório de Especialidades do Hospital Universitário (AEHU) através do projeto de extensão Terapias Complementares como Práticas de Saúde.  Essa terapia é aplicada em mulheres portadoras de dores crônicas, distúrbios psíquicos e doenças reumáticas. A técnica consiste na imersão dos pés em infusão de água morna e ambiente, ervas medicinais (alecrim, bardana, camomila e lavanda), sal grosso, e por fim massagem, envolvendo também musicoterapia, cromoterapia e aromaterapia. A sessão dura em média 50 minutos. No último ano foram realizados 1050 atendimentos. São atendidas mulheres de todas as idades, e grande parte apresenta distúrbios psíquicos associados a doenças reumáticas. A cada sessão é possível avaliar a melhora física e emocional das pacientes. Muitas delas relatam a sensação de os “pés estarem flutuando’’ e a “dor ter desaparecido”, além de ser um dos únicos momentos em que são confortadas. É nítido que a terapia vai além do alivio da dor, proporcionando também conforto e atenção, tornando-as protagonistas de seu cuidado. Poder acompanhar a melhora progressiva de um paciente é gratificante, mas proporcionar esta melhora é indescritível. Sendo assim, observamos que o Escalda Pés está sendo de fundamental importância no cuidado à saúde destas mulheres, sendo reconhecido por elas como tratamento não farmacológico para o alívio da dor, melhorando sua qualidade de vida, fortalecendo o vínculo entre profissional e paciente, e as encorajando no enfrentamento e adaptação à sua condição de saúde.

Publicado
2018-11-08