ARTESANATO E ESCUTA: COORDENAÇÃO DISCENTE DO SENSIBILIZARTE COMO POTENCIALIZADORA DO PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE

  • João Victor Pedrosa Marcolini Universidade Estadual de Londrina
  • Mariana Lombardi Pereira Universidade Estadual de Londrina
Palavras-chave: Sensibilizarte, Humanização em Saúde, Coordenação Discente, Profissionais da saúde, Escuta

Resumo

No sistema de saúde, a comunicação entre profissional e paciente é primordial para a efetividade do processo de tratamento. Uma das principais bases para uma comunicação efetiva neste contexto é a escuta. Pode-se dizer, entretanto, que existe uma falta de habilidade dos profissionais da área de se articularem com as demandas daqueles que precisam do cuidado. O projeto Sensibilizarte, pautado nos princípios da Política Nacional de Humanização (PNH), proporciona possibilidades para que os estudantes da área da saúde se formem profissionais humanizados, aplicados à integralidade, com olhar e escuta adequada, e capacitados para trabalho em equipes interdisciplinares. O trabalho desses estudantes, os sensibilizartistas, é facilitado por diferentes linguagens artísticas – seja através da prática artesanal, da música, da contação de histórias ou da palhaçaria. Essa característica do projeto, atrelada às vivências, trocas de experiências e trabalho em conjunto entre diversos cursos da área de saúde, contribuem para uma formação para além do tecnicismo e reducionismo no âmbito hospitalar, predominantes nas grades curriculares. Um aspecto particular do Sensibilizarte, e potencializador dessas práticas é a coordenação discente do projeto. O presente trabalho objetiva, através do relato de experiência dos autores, identificar e expor, com base na vivência como coordenadores da frente do Artesanato, fundamentos que justificam a afirmativa anterior. A coordenação discente participa ativamente da construção de como se dá na teoria e na prática, a humanização na saúde por meio do projeto, pois é responsável pela capacitação dos colaboradores, pelo planejamento de atividades e pelo desenvolvimento das intervenções dentro do hospital. Alguns dos pilares da atuação da frente do Artesanato são o trabalho em equipe e a escuta, já que esta se caracteriza por ser a frente com maior contato direto com o paciente. Assim, existe um enfoque na preparação e execução de atividades que objetivem o desenvolvimento dessas habilidades. Percebe-se, com as capacitações e experiências nas intervenções, através de observação dos coordenadores e autorrelato dos colaboradores, desenvolvimento desses estudantes, notadamente na habilidade de escuta. Dessa forma, se mostra a relevância do projeto e da coordenação discente para a humanização dos futuros profissionais de saúde, tomada como a principal missão do Sensibilizarte.

Publicado
2019-07-29