Mulheres e laços sociais: a micropolítica dos afetos

Autores

  • Marina Soares Stefano Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Sonia Regina Vargas Mansano Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Palavras-chave:

gênero, feminismo, psicologia social, políticas públicas

Resumo

O presente estudo teve por objetivo analisar laços sociais presentes no cotidiano de mulheres em suas relações micropolíticas. A base teórica que sustentou o estudo foi a Psicologia Social na interface com a Filosofia, Sociológia e Política. Adotando uma perspectiva metodológica teórica o estudo foi dividido em dois momentos: primeiro, discute os laços entre trabalho e cuidado tão presentes no cotidiano de mulheres. Na sequência, aborda os laços entre maternidade, corpo e desejos, dando destaque aos processos que, historicamente, colocarm expectativas idealizadas difíceis de serem superadas pelas mulheres. Nesse trajeto, pudemos constatar o quanto os laços sociais são complexos e pode tanto feral fortalecimento quanto sofrimento. Concluímos que a micropolítica dos afetos, uma vez analisada em sua difersidade de expressões, pode cooperar para colocar em curso mudanças sociais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marina Soares Stefano, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Psicóloga. Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Estadual de
Londrina

Sonia Regina Vargas Mansano, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Psicóloga, Docente do Programda de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Estadual de
Londrina, Doutora em Psicologia Clínica

Referências

BEAUVOIR, S. O segundo sexo: a experiência de vida (2. ed. rev.). São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1970.

BORDO, S. R. O corpo e a reprodução da feminidade: uma apropriação feminista de Foucault. In: JAGGAR, A. M.; BORDO, S. (eds.). Género, corpo, conhecimento. Rio de Janeiro: Record, p. 19-41, 1997.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2023.

GOLDMAN, E. A tragédia da emancipação feminina. In: RODRIGUEZ, A. (trad.). La palabra como arma. [S. l.]: Libros de Anarres; Terramar, p. 110-160, 2010.

GUEDES, O. de S.; DAROS, M. A. O cuidado como atribuição feminina: Contribuições para um debate ético. Serviço Social em Revista, v. 12, n. 1, p. 122-134, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.5433/1679-4842.2009v12n1p122 . Acesso em: 02 fev. 2026.

GUIMARÃES, N. A., PAUGAM, S., & PRATES, I. Laços à brasileira: Desigualdades e vínculos sociais. Tempo Social, 32(3), 265–301, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2020.174291

INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS DE LEXICOGRAFIA. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Antenova, 1973.

MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. Tradução de C. A. R. de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

NEVES, D. M. Sexualidade: Saber e individualidade. Revista Estudos Feministas, 27(2), 1-11, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n254146

PACHECO, E. M.; DIAS, M. T. G. A luta das mulheres por políticas sociais: Avanços e retrocessos. Serviço Social & Sociedade, v. 146, n. 1, p. 263-283, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0101-6628.313. Acesso em: 02 fev. 2026.

PICCININI, C. A., LOPES, R. S., GOMES, A. G., & DE NARDI, T. Gestação e a constituição da maternidade. Psicol Estud [Internet], v. 13, n. 1, p. 63–72, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-73722008000100008

SÁ, R. N. A noção heideggeriana de cuidado (Sorge) e a clínica psicoterápica. Veritas, Porto Alegre, v. 45, n. 2, p. 259-266, 2000.

PRIORE, M. (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2020.

TAVARES, M. S.; ALVES, A. A violência de gênero no (des)governo Bolsonaro: Licença para matar! Revista Brasileira de História, n. 94, p. 41-61, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-93472023v43n94-04. Acesso em: 02 fev. 2026.

ZANELLO, V. O amor (e a mulher): Uma conversa (im)possível entre Clarice Lispector e Sartre. Revista Estudos Feministas, v. 15, n. 3, p. 531-539, 2007. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-026XS2007000300002

ZANELLO, V. Amor feminista. Entrevista concedida a G. Pimenta. Darcy: feminismos para quê?, [S. l.], 2023. Disponível em: https://revistadarcy.unb.br/edicao-n-30/dossie/264-amor-feminista. Acesso em: 4 fev. 2026.

ZANELLO, V. Dispositivo materno e processos de subjetivação: desafios para a psicologia. In: ZANELLO, V.; PORTO, M. (orgs.). Aborto e (não) desejo de maternidade(s): questões para a psicologia. Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2016. p. 103-122.

WOLF, N. O mito da beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2018.

Downloads

Publicado

2026-06-09