Os migrantes internacionais nos arquivos do SNI - Serviço Nacional de Inteligência (1964-1985): entre o sujeito de direitos e o alvo da repressão

Autores

  • Grazieli Maximo Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Líria M. Bettiol Lanza Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Fabio Lanza Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Lívia Campanheli Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Palavras-chave:

ditadura militar, SNI, migração, segurança nacional, estatuto do estrangeiro

Resumo

Este artigo problematiza a atuação do Serviço Nacional de Informações (SNI) no monitoramento de migrantes durante a ditadura brasileira (1964-1985), sob a ótica da Doutrina de Segurança Nacional (DSN). A pesquisa documental, baseada em 169 arquivos, revela que o Estado compreendia o estrangeiro como potencial ameaça política. A vigilância priorizava homens e cidadãos de Cuba e do Cone Sul, estendendo-se a entidades de apoio, como a Igreja Católica e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Conclui-se que o regime estabeleceu uma "institucionalização do medo", resultando na estigmatização do migrante e em um aparato repressivo voltado ao controle ideológico da mobilidade humana.

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Biografia do Autor

Grazieli Maximo, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Graduanda em Ciências Sociais (Bacharelado) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Pesquisadora de Iniciação Científica na área de Serviço Social pela mesma instituição. 

Líria M. Bettiol Lanza, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pós-doutora
pela Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa (PT). Docente do Departamento de Serviço Social e do
Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Política Social da Universidade Estadual de Londrina
(UEL). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. 

Fabio Lanza, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Docente do
Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade
Estadual de Londrina (UEL) e Coordenador do Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional.
Bolsista de Produtividadeem Pesquisa do CNPq. 

Lívia Campanheli, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Graduanda em Ciências Sociais (Bacharelado) pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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Publicado

2026-06-09