Imigração negra no Brasil e racismo

a atuação social da missão paz no acolhimento aos haitianos para impulsionar ações antirracistas na sociedade brasileira

Autores

  • José Cristiano Bento dos Santos Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR)
  • Maria Nilza da Silva Universidade Estadual de Londrina

Palavras-chave:

Missão Paz, Imigrante, haitiano e racismo

Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar a atuação social da Missão Paz como mecanismo de combate ao racismo, no processo de acolhimento e de inserção dos haitianos no Brasil, de modo particular, em São Paulo. A imigração é um fenômeno mundial que transcende todas as realidades continentais e locais, tornando-se perceptível em várias regiões do mundo neste início do século XXI. O Brasil, especialmente nos últimos anos, colheu um número significativo de pessoas provenientes de países como Bolívia, Paraguai, Venezuela, Senegal, Gana, em especial do Haiti, que em 2010 passou por um terremoto e, teve como como consequência um deslocamento massivo de haitianos para vários países, de modo particular, o Brasil. Porém, um contingente de haitiano foi recebido pela Missão Paz em São Paulo, uma das instituições religiosas, responsáveis pela acolhida dos imigrantes na capital paulista. Apesar do trabalho desse organismo religioso no acolhimento aos haitianos, existe racismo no Brasil contra a população negra, que desencadeia uma série de discriminações raciais e desigualdades socioeconômicas, que atingem principalmente esses imigrantes que também são negros e, por isso, sofrem violência cultural, moral, material e física. Contudo, as ações da Missão Paz, como agente social que tem como objetivo, buscar melhores soluções de acolhimento e inserção dos haitianos na sociedade, como meio de combate ao racismo.

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Biografia do Autor

José Cristiano Bento dos Santos, Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR)

Possui Doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2020). Capacitação profissional em Ensino de Filosofia e Ciências da Religião pelo Instituto PROMINAS. Especialização em Gestão Escolar: Administração, Supervisão e Orientação pela Universidade Norte do Paraná (2012). Possui Bacharelado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2010). Filosofia pelo Seminário São José - Diocese de Campo Mourão (2006). Membro da Pastoral Afro-Brasileira do Paraná e da Arquidiocese de Londrina. Participante de debates, reuniões e eventos ligados diretamente ao estudo das Pastorais Sociais e dos Movimentos Sociais no Brasil e na América Latina.

Maria Nilza da Silva, Universidade Estadual de Londrina

Professora Titular de Sociologia, com atuação no curso de Graduação em Ciências Sociais e Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Londrina. Foi pesquisadora convidada e realizou o Pós-Doutoramento no Centre d' Analyse et d' Intervention Sociologiques, junto a École des Hautes Études en Sciences Sociales - CADIS/EHESS em Paris, entre maio de 2010 e abril de 2011. No período foi bolsista da Capes. Concluiu a Graduação (1995), o Mestrado (1999) e o Doutorado em Ciências Sociais (2004) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Realizou o Doutorado Sanduiche na EHESS (2001-2002). Foi bolsista produtividade de março de 2009 a fevereiro de 2015. Foi membro da Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos Relacionados à Educação dos Afro-Brasileiros - CADARA, do Ministério da Educação de 2005 a 2010. Foi coordenadora do Programa de Acesso, Apoio e Permanência ao Estudante da UEL - PROPE (10/2013 a 11/2017). Coordenou o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UEL de dezembro de 2004 a junho de 2006 e de agosto 2013 à junho de 2022. Foi consultora da UNESCO, sobre os estudos africanos, afro-brasileiros e a migração africana, em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ, em 2016 e 2017. Foi Conselheira do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial - CONSEPIR, entre 2016 e 2020 (representante da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI/PR). Foi Assessora Acadêmica na III Conferência Regional de Ensino Superior CRES 2018 no eixo Educación superior, diversidad cultural e interculturalidad en América Latina, em Córdoba, Argentina. É coodenadora do Grupo de Estudos Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros - LEAFRO/UEL. Atua na área de Sociologia com ênfase em Relações Raciais, População Afro-Brasileira, Migração, Ensino Superior e Ações Afirmativas, Membro da Cátedra UNESCO Educación Superior y Pueblos Indígenas y Afrodescendientes en América Latina - Iniciativa para la Erradicación del Racismo en la Educación Superior, sob a coordenação de Daniel Mato - UNTREF, Argentina, desde 2017. Foi Membro do Comitê de Relações Étnico-Raciais da ANPOCS, de 2020 à 2022. Desde Agosto de 2022 é pesquisadora do Centro de Estudos SoU_Ciência da UNIFESP. 

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Publicado

2026-07-28