O intervencionismo, negacionismo e o revisionismo da ditadura no neopentecostalismo

análise com discursos selecionados

Autores

  • Luan Prado Piovani Universidade Estadual de Londrina

Palavras-chave:

neopentecostalismo, ditadura, revisionismo, intervencionismo, negacionismo

Resumo

Certos setores do neopentecostalismo brasileiro possuem um discurso marcadamente revisionista e negacionista em relação à ditadura militar (1964-1985). Tais atos podem ser caracterizados como retrocessos em relação a certos avanços nas políticas de memória efetuados por governos passados, que visavam esclarecer e reparar as atrocidades cometidas pelo Estado durante o período ditatorial. Com base neste contexto, as questões a serem respondidas seriam: Como o negacionismo se estrutura e ganha força na atual conjuntura? Qual impacto tal discurso traria para a memória social? Quais fatos são questionados pelos discursos das lideranças selecionadas? A metodologia utilizada para o presente trabalho é o levantamento bibliográfico, pesquisa eletrônica, na busca dos
discursos selecionados, e análise do discurso, utilizando as contribuições de Bakhtin (1986) e Fiorin (1998). Para responder as questões levantadas primeiro desenvolvemos uma análise de discursos de lideranças do neopentecostalismo, depois será abordado qual foi a aproximação das religiões protestantes com o governo ditatorial. Por fim, será demonstrado que tais discursos e atos, que negam o passado ditatorial, podem ser lidos como sendo políticas de esquecimento, pois visam apagar as atrocidades e graves violações aos Direitos Humanos que foram cometidos ao longo da ditadura militar brasileira. O exercício de memória do período ditatorial é apresentado como uma das formas de fazer frente ao atual contexto.

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Biografia do Autor

Luan Prado Piovani, Universidade Estadual de Londrina

Universidade Estadual de Londrina

Referências

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Publicado

2026-07-28