Mulheres evangélicas em cargos de liderança
estudo dos conteúdos a partir do coletivo evangélicas pela igualdade de gênero (EIG) e o movimento Godllywood
Palavras-chave:
gênero, religião, liderança, Coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero (EIG), Movimento GodllywoodResumo
O artigo tem por objetivo compreender quais são os discursos e as concepções que mulheres evangélicas, que ocupam cargos de liderança em seu espaço religioso, possuem a respeito das vivências de outras mulheres dentro das comunidades religiosas, mais especificamente, comunidades evangélicas. Propus estudar estes discursos a partir de dois movimentos religiosos: o Movimento Godllywood, fundado pela Cristiane Cardoso, filha do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus; e o Coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero, fundado pela teóloga feminista Valéria Vilhena. Porém o foco é na coordenadora do coletivo no Paraná, Vanessa Carvalho de Melo. Estudamos como as mulheres cristãs, que conquistaram cargos de autoridade em sua comunidade religiosa, têm lidado com o público que as ouvem e seus discursos e interpretações feitas a partir da bíblia. Devido ao isolamento social provocado pela decretação da pandemia do novo coronavirus, a metodologia da pesquisa baseou-se na busca de artigos que descrevem e contextualizem a relação que se estabelece entre as mulheres e a religião cristã protestante; eventos e cursos online que tratam do tema sobre mulheres em diferentes espaços; canais de comunicação confiáveis, como sites e páginas oficiais; plataformas de vídeo, como o Youtube, para assistir palestras e pregações realizadas pelo público alvo da pesquisa, sendo elas, mulheres evangélicas que possuem cargos de liderança em seu espaço religioso; e entrevista online, via google meet, com a coordenadora do Coletivo EIG, no Paraná, Vanessa Carvalho de Melo. A partir destas duas perspectivas oriundas de mulheres que professam a mesma doutrina religiosa, verificamos diferentes interpretações da bíblia e a existência de impactos diferentes na comunidade religiosa que frequentam. O fato de as mulheres evangélicas começarem a ocupar cargos de liderança dentro de seus espaços religiosos, caracterizou um passo significativo no lento processo de luta pela igualdade entre elas e os homens evangélicos. Todavia, o caso de uma mulher na liderança não necessariamente resultará em posicionamentos contra o machismo, a opressão e submissão da mulher.
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