Neo pentecostalismo e sua construção identitária
a positivação da teologia da prosperidade e a negação das religiões de matriz africana no mercado da fé
Palavras-chave:
neopentecostalismo, identidade, religiões de matriz africana, diferençaResumo
O texto para melhor explanar o argumento traz um debate sobre as novas dinâmicas sociais em uma sociedade plural e fragmentada, onde a insurgência de vários atores sociais coloca no caleidoscópio sóciopolítico vários sujeitos e seus discursos que antes eram vistos como periféricos e que agora são centrais neste mundo pós moderno, elencando aqui o discurso neo-pentecostal como um destes que hoje participa do cenário de forma enfática, produzindo e reproduzindo interpretações e representações sobre este mundo. A partir de uma interpretação bíblica mercadológica e antropocêntrica, algo muito atual no cenário brasileiro, não apenas religioso mais também político. Quanto aos resultados e discussão, trará para o debate, a possibilidade de construção de um mundo, que tenta trabalhar uma nova perspectiva, rompendo com as noções postas acima e que tem no pensamento complexo e na interculturalidade as possíveis respostas para uma nova compreensão de mundo. Mas nada disso será possível se os atores sociais não se portarem de uma forma a buscar o diálogo, tolerância e respeito mútuo.
Downloads
Referências
BARBOSA, Carlos Antonio Carneiro (Org). Transpentecostalismo: Novas abordagens culturais no campo pentecostal brasileiro. São Paulo; reflexão Editora, 2017.
BARTH, Fredrik. O guru, o iniciador e outras variações antropológicas. Rio de Janeiro; contra capa livraria. 2000.
BAUMAN, Zigmunt. Modernidade Liquida. São Paulo: Jorge Zahar Editor, 2001.
CARDOSO, Ruth (Org.). A Aventura Antropológica: teoria e pesquisa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Instituto Piaget. 2 ed. , 1990.
PRANDI, Reginaldo. Referências sociais das Religiões Afro-brasileiras: Sincretismo, Branqueamento, Africanização. 151-167 f. Artigo. USP. Porto Alegre: Horizontes Antropológicos, 1998.