ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E MOLECULAR DE ACINETOBACTER BAUMANNI RESISTENTES AOS CARBAPENÊMICOS, DURANTE A PANDEMIA COVID-19
Palavras-chave:
Acinetobacter baumannii, Resistência aos antimicrobianos, CarbapenêmicosResumo
Nos últimos anos, Acinetobacter baumannii emergiu como um patógeno multirresistente aos antimicrobianos e capaz de ocasionar infecções graves e intratáveis. Dessa forma, é de grande importância para a saúde pública a detecção da resistência aos antimicrobianos mais utilizados na prática clínica, contribuindo, assim, para o manejo dessas infecções em ambientes hospitalares. Com o objetivo de entender a disseminação da resistência bacteriana durante a pandemia da COVID-19, este trabalho pesquisou genes de carbapenemases em isolados clínicos de A. baumannii e as características clínicas de pacientes internados no Hospital Universitário de Londrina, no período de 2020 e 2023. Para isso, foi realizado um estudo observacional e retrospectivo, utilizando dados coletados dos prontuários eletrônicos dos pacientes. Foram analisadas 317 culturas de sangue periférico, correspondendo a culturas de 261 diferentes pacientes. Os dispositivos invasivos mais comuns foram cateterismo venoso (90,8%), cateterismo urinário (88,1%) e ventilação mecânica (85%). O uso prévio de antibióticos pelos pacientes foi comum em 97%. Dentre as culturas 296 (94,2%) apresentaram resistência a carbapenêmicos, 299 (94,6%) foram resistentes á ciprofloxacina/amicacina/gentamicina e 19 (8,9%) foram classificadas como resistentes a polimixinas. Os genes de resistência foram pesquisados por PCR, sendo o mais prevalente blaOXA-23. A alta prevalência da resistência a carbapenêmicos nas culturas de sangue periférico destaca a necessidade de melhorar o monitoramento de infecções por A.baumanii, bem como, implementar medidas preventivas de controle de infecções em UTI, além de evidenciar a importância de novas pesquisas para desenvolver terapias e políticas de saúde eficazes.