MANEJO CLÍNICO DAS DORES OROFACIAIS: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA CLÍNICA ODONTOLÓGICA UNIVERSITÁRIA DA UEL

Autores

  • Bianca Alves de Carvalho Universidade Estadual de Londrina
  • Bianca Thassyla Trombini Universidade Estadual de Londrina
  • Edwin Fernando Ruiz Contreras Universidade Estadual de Londrina

Palavras-chave:

Dor facial, Dor crônica, Transtornos de articulação temporomandibular

Resumo

As dores orofaciais compreendem um conjunto heterogêneo de condições dolorosas que acometem estruturas da região orofacial, podendo ter origem musculoesquelética, neuropática ou psicogênica. Entre essas condições, destacam-se as disfunções temporomandibulares (DTMs), consideradas as mais prevalentes e responsáveis por grande parte dos casos de dor crônica não odontogênica na população adulta. A dor orofacial apresenta caráter multifatorial, sendo influenciada por fatores anatômicos, funcionais, emocionais e comportamentais. Essa complexidade etiológica torna o diagnóstico desafiador e requer uma abordagem clínica integrada, baseada na correlação entre sinais e sintomas, exame físico e, quando necessário, exames complementares. A relação entre dor crônica e aspectos psicossociais, como estresse, ansiedade e distúrbios do sono, reforça a importância de um manejo interdisciplinar centrado no paciente. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência clínica no atendimento de pacientes com dor orofacial, enfatizando os princípios teóricos que norteiam sua avaliação e tratamento. Os atendimentos foram realizados na Clínica Odontológica Universitária da Universidade Estadual de Londrina, entre 2024 e 2025, com pacientes apresentando diferentes manifestações de dor orofacial. O protocolo clínico adotado baseou-se em uma abordagem individualizada, contemplando exame clínico detalhado, diagnóstico diferencial, prescrição terapêutica, confecção de placas miorrelaxantes e acompanhamento evolutivo. As intervenções terapêuticas aplicadas demonstraram impacto positivo no controle da dor e na melhora funcional dos pacientes. Conclui-se que o manejo das dores orofaciais exige compreensão teórica dos mecanismos fisiopatológicos e atenção aos fatores biopsicossociais. Um atendimento clínico criterioso e humanizado é essencial para o controle dos sintomas e promoção da qualidade de vida.

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Publicado

2026-04-01

Edição

Seção

Resumos Simples