PROTAGONISMO INFANTIL NO ENSINO DA BOLA QUEIMADA NA ESCOLA
Palavras-chave:
Bola Queimada, Educação Física Escolar, Protagonismo InfantilResumo
A perspectiva de construção de conhecimentos pelos estudantes nas aulas de Educação Física, de forma autônoma, parte do entendimento de que eles são seres culturais, ativos em significar e ressignificar suas próprias práticas sociais. Os estudos da Sociologia da Infância contribuem para que professores estruturem experiências pedagógicas que favoreçam o protagonismo infantil. Assim, torna-se necessário elaborar e socializar práticas que permitam aos estudantes exercer esse protagonismo em suas formas de ser, estar e aprender os saberes curriculares. Este estudo descritivo tem como objetivo apresentar uma experiência com o ensino do conteúdo Bola Queimada, considerando o protagonismo infantil durante o percurso pedagógico. A experiência, vinculada ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), foi realizada em uma escola municipal de Londrina-PR, no início de 2025, com uma turma de 4º ano (26 estudantes). Foram ministradas sete aulas: na primeira, a versão tradicional da queimada foi retomada; nas seguintes, variações como abelha rainha, quatro campos, russa e castelo foram exploradas. Posteriormente, os estudantes, em duplas, elaboraram suas próprias versões do jogo, registrando nome, objetivos, regras e organização. Ao todo, surgiram treze variações, das quais três foram selecionadas pela turma para vivência. A proposta possibilitou a concretização do protagonismo infantil, já que os estudantes reinterpretaram e produziram cultura a partir de um jogo tradicional. Conclui-se que o processo de elaboração dos jogos, além de servir como avaliação, favoreceu a investigação dos saberes construídos e expressou singularidades dos estudantes, fortalecendo a concepção de protagonismo infantil na Educação Física escolar.