PELO JARDIM DE ALAH COMO PARTE DA LAGOA
reflexões e problemáticas sobre a preservação bens paisagísticos
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6119Palavras-chave:
Rio de Janeiro, Paisagem, Lagoa Rodrigo de Freitas, Patrimônio cultural, Jardim de AlahResumo
A partir da problemática do projeto de concessão do Jardim de Alah à iniciativa privada, anunciado em 2019 pela prefeitura do Rio de Janeiro, e dos riscos de descaracterização oriundos dele, o presente trabalho busca oferecer subsídios para reflexões acerca das proteções culturais federais que incidem sobre esse espaço público. Por meio de um estudo de caso, verificamos a dificuldade de conciliação entre os instrumentos de proteção vigentes e a paisagem em uma acepção mais ampla, e tendência em dissociar a Lagoa Rodrigo de Freitas, tombada em nível federal, do Jardim de Alah, que constitui mera área de entorno. Nesse sentido, tecemos breves comentários históricos, que nos levam a entender essas duas áreas como um sistema uno. Em seguida, promovemos a análise do processo que originou o tombamento, e verificamos que os atributos paisagísticos que se busca preservar na Lagoa são identificáveis também no Jardim de Alah. Essas constatações levaram a uma crítica da conformação atual do acautelamento federal, em relação ao qual defendemos a inclusão do Jardim na poligonal de tombamento, negada pelo IPHAN em termos que iremos abordar de maneira crítica. Ao final, refletimos sobre a complexidade da proteção da paisagem e a necessidade de aprofundamento constante dos debates conceituais relacionados ao tema, bem como sobre o amadurecimento dos instrumentos de preservação.
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