A REINTERPRETAÇÃO DOS MODELOS URBANOS PORTUGUESES NA CONSTRUÇÃO DA CIDADE BRASILEIRA

Centro Histórico de Ouro Preto – MG

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6430

Palavras-chave:

Morfologia urbana, Traçado colonial, Urbanismo português, Ouro Preto, Urbanismo vernacular

Resumo

Este artigo analisa comparativamente a morfologia urbana e o traçado vernacular dos centros históricos de Ouro Preto (MG) e Guimarães (Portugal), com o objetivo de compreender a permanência e a reinterpretação de modelos urbanos portugueses na formação da cidade colonial brasileira. Parte-se da hipótese de que a forma urbana ouro-pretana não constitui mera transposição de padrões metropolitanos, mas uma reinterpretação pragmática do repertório urbanístico luso, ajustada às condições geográficas e socioeconômicas da mineração setecentista. Fundamentado no campo da morfologia urbana, o estudo realiza uma análise comparativa baseada na leitura cartográfica e na identificação de elementos estruturadores da forma urbana. São examinados aspectos como traçado viário, parcelamento, relação entre edificação e rua, hierarquia espacial e implantação em sítio acidentado. A comparação evidencia convergências estruturais entre os dois conjuntos urbanos, particularmente na adaptação do traçado às condições topográficas, na organização hierárquica dos espaços e na centralidade dos conjuntos religiosos. Argumenta-se que essas características configuram uma paisagem urbana que articula tradição construtiva portuguesa e condicionantes locais. Nesse sentido, Ouro Preto é interpretada como expressão coerente de uma matriz vernacular lusitana reinterpretada no contexto colonial, cuja permanência no tecido contemporâneo evidencia a influência duradoura desse modelo na formação da urbanização brasileira.

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Biografia do Autor

Gabriela Beghelli Bacci da Silva, Universidade Federal de Uberlândia

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Uberaba (2024). Mestrado em andamento na Linha de Pesquisa Cidade e Patrimônio: perspectivas e prospectivas, com foco em Formação da cidade moderna e contemporânea e História e configuração de cidades médias e sua rede urbana. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Planejamento Urbano, atuando principalmente nos seguintes temas: morfologia urbana e traçado urbano.

Beatriz Ribeiro Soares, Universidade Federal de Uberlândia

Possui licenciatura em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (1974), mestrado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1988) , Doutorado em Geografia (Geografia Humana) também pela Universidade de São Paulo (1995) e Pós Doutorado pela Universidade de Brasília em 2024. É professora titular da Universidade Federal de Uberlândia e docente permanente nos cursos de pós graduação em Geografia e Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Uberlândia. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Urbana e Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: Geografia Urbana; Planejamento Urbano e Regional; Produção do Espaço Urbano Espaços Urbanos Não Metropolitanos. Participa de redes de pesquisas - ReCime e Mikripoli que desenvolvem trabalhos sobre cidades médias e pequenas.

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Publicado

08-09-2026

Como Citar

BEGHELLI BACCI DA SILVA, Gabriela; RIBEIRO SOARES, Beatriz. A REINTERPRETAÇÃO DOS MODELOS URBANOS PORTUGUESES NA CONSTRUÇÃO DA CIDADE BRASILEIRA: Centro Histórico de Ouro Preto – MG. Anais do 19º Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, [S. l.], v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.4025/shcu.v1i1.6430. Disponível em: https://anais.uel.br/portal/index.php/shcu/article/view/6430. Acesso em: 17 set. 2026.

Edição

Seção

Eixo 2 — Processos de Produção do Espaço Urbano