EXPERIÊNCIAS SOCIAIS NEGRAS NO ESPAÇO PÚBLICO
representações sobre a “presença negra” no centro de São Paulo no Projeto Unesco sobre Relações Raciais (anos 1950)
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6482Palavras-chave:
Espaços Públicos, Áreas Centrais, Relações Raciais, Projeto Unesco, São PauloResumo
Este artigo analisa o modo como a dimensão racial constituiu os imaginários sobre a rua Direita, no centro de São Paulo, nos anos 1950, momento em que a cidade passava por importantes transformações. Metodologicamente, exploro o potencial de acervos intelectuais de pesquisadores sobre relações raciais para a história urbana. Analiso, principalmente, as fontes primárias do Projeto Unesco, coordenado pelos sociólogos Roger Bastide e Florestan Fernandes. Naquele momento, a rua Direita já era associada, havia pelo menos duas décadas, à concentração de pessoas negras, sobretudo em atividades de lazer, notadamente uma forma de passeio conhecida à época como footing, tendo suscitado memoráveis conflitos raciais. Testemunhas de tais conflitos, os pesquisadores do Projeto Unesco estiveram entre os primeiros a procurar coligir dados primários sobre aquela sociabilidade. Sem esgotar a documentação, analisarei duas representações produzidas pelos próprios negros, uma idealizada e outra reprovando-a. Considerando que as interpretações acadêmicas tenderam a emular tais representações, buscarei, por fim, explorar as nuances entre esses dois extremos por meio da análise da experiência social de sujeitos que participaram da pesquisa.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Renata Monteiro Siqueira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.