IPATINGA (MG), PLANALTINA (DF) e URBITÁ (DF)
Cidades Novas como arte - a moldura do quadro dita a regra
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6530Palavras-chave:
Morfologia urbana, Traçado, Cidades Novas, Limites MorfológicosResumo
Este artigo analisa a morfogênese de três Cidades Novas (CNs) brasileiras, o município de Ipatinga (MG), a região administrativa de Planaltina (DF) e a futura cidade de Urbitá (DF), sob a ótica do emolduramento e do traçado. Partindo dos atributos do Projeto (Traçado) e da Necessidade (Função-Moradia), argumenta-se que seus desenhos urbanos, embora distintos em ideologia e época, foram condicionados por pré-existências. A pré-existência externa é formada por variáveis físicas e territoriais (topografia, hidrografia, limites fundiários e eixos estruturantes como ferrovias e rodovias), enquanto a interna é definida pela função-moradia (operários, candangos e novos moradores), que ditou a lógica do parcelamento e do tecido. Utilizando uma análise morfológica, o estudo demonstra que, nos três casos, longe de serem criações ex nihilo, essas CNs se comportam como obras em que a "moldura" do quadro, composta por esses limites físicos e demandas funcionais, atua como o elemento que, em primeira instância, dita a regra do desenho urbano.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ana Carolina Fernandes , Ricardo Costa, Lyvia Fialho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.