A LUTA PELA TERRA EM GOIÂNIA (1980)
memória e historiografia urbana da Região Noroeste
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6538Palavras-chave:
ocupações e resistências, memória, movimentos sociais por moradia, historiografia urbana, GoiâniaResumo
Goiânia, capital de Goiás, recebeu uma grande demanda populacional no início da década de 1980, devido à expulsão dos trabalhadores rurais do campo e também pelo processo de interiorização do país. Essas famílias migrantes enfrentaram dificuldades de acesso à moradia e ao trabalho, resultando na ocupação de áreas periféricas, especialmente a noroeste do centro da cidade. A história da região é geralmente retratada por uma perspectiva da pobreza e da segregação, por outro lado, a violência e a opressão do Estado levaram à união dos ocupantes na luta pelo direito à terra, amparados também pelo fortalecimento dos movimentos sociais na década de 1980 no Brasil. Desse modo, este artigo tem o objetivo de recontar essa história pela ótica da resistência dos ocupantes, organizados em movimentos sociais por moradia, a partir da análise de jornais da época. Para esse fim, analisa-se os discursos de recortes dos jornais da mídia: “Diário da Manhã” e "Nova Opção” e os de circulação interna dos movimentos: “União das Invasões”, “A voz dos trabalhadores” e “4 de Outubro”. A análise das fontes revela o contraste das narrativas e resgata a memória dos primeiros moradores da região noroeste goianiense.
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