A ILHA QUE NÃO É MAIS ILHA
trajetórias da paisagem no bairro Ilha de Santa Maria - Vitória, ES
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6544Palavras-chave:
paisagem, aterros, urbanização, Ilha de Santa Maria, Vitória/ESResumo
O artigo analisa as trajetórias históricas da paisagem do bairro Ilha de Santa Maria, em Vitória (ES), com foco no processo pelo qual esse território deixou de apresentar uma configuração insular ao longo do século XX. Inserida na Baía de Vitória, a área era originalmente composta por elevações cercadas por manguezais, canais e extensas áreas alagáveis, cuja transformação foi impulsionada por sucessivas intervenções urbanas, especialmente por meio de aterros. A partir da abordagem de Augustin Berque, a análise é conduzida em três planos inter relacionados: natureza, sociedade e experiência. Metodologicamente, o estudo baseia-se na análise de cartografia histórica, fotografias e registros documentais, permitindo reconstruir o processo de transformação da paisagem entre o início do século XX e o ciclo mais intenso de aterros, ocorrido entre as décadas de 1950 e 1970. Os resultados evidenciam que a perda da condição insular decorre da articulação entre dinâmicas naturais, produção urbana de terra e formas de apropriação do espaço, resultando na redefinição das relações entre terra, água e modos de habitar. Por fim, sugerem-se caminhos para a compreensão das transformações da paisagem em contextos de urbanização em áreas costeiras.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Samira de Souza Sanches, Profª Drª Eneida Mendonça

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.