TRAJETÓRIAS PROFISSIONAIS COLETIVAS E OS DESENHOS DE UM CAMPO TRANSNACIONAL NA AMÉRICA DO SUL
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6548Palavras-chave:
prosopografia, Congressos Pan-Americanos de Arquitetos, trajetórias profissionaisResumo
O presente artigo busca debater a potencialidade do uso da prosopografia, ou das trajetórias coletivas, nas escritas da história urbana na América Latina. Para isso, os Congressos Pan-Americanos de Arquitetos são configurados enquanto “espaços dos possíveis” na conformação de uma rede de profissionais engajados na construção do campo profissional durante as primeiras décadas do século XX. Para esse exercício, revisita-se o III Congresso Pan-Americano de Arquitetos, sediado em Buenos Aires no ano de 1927, para mapear os agentes envolvidos no debate sobre o urbanismo, pela primeira vez debatido enquanto tema nessa sequência de eventos iniciada em 1920. Busca-se, assim, articular a história urbana a problemáticas da história política e da teoria da história, de modo a explorar novas formas de compreender e narrar, em perspectiva coletiva, a configuração do urbanismo como campo profissional e disciplinar na América do Sul. Espera-se, com isso, contribuir de modo mais amplo com a historiografia dedicada a criticar o cânone eurocêntrico e seus efeitos para a história urbana na América Latina.
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