O PARQUE SÃO LOURENÇO E A EMERGÊNCIA DA RACIONALIDADE AMBIENTAL NO PLANEJAMENTO URBANO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6553Palavras-chave:
Parque São Lourenço, planejamento urbano, paradigma ambientalResumo
Este artigo analisa o Parque São Lourenço, implantado em 1972 em Curitiba, como objeto de estudo para compreender a incorporação de condicionantes ambientais no planejamento urbano brasileiro. Parte-se do problema de investigação sobre em que medida experiências projetuais do período articulam infraestrutura urbana, paisagem e processos naturais, em um contexto marcado pela racionalidade técnico-produtivista. O objetivo é examinar de que forma a implantação do parque expressa uma inflexão nos modos de intervenção sobre o território, especialmente no que se refere à integração entre drenagem urbana, reciclagem, identidade regional e uso público. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa de caráter histórico-analítico, baseada em revisão bibliográfica e análise comparativa com parques urbanos brasileiros implantados na mesma década. Os resultados indicam que o Parque São Lourenço articula, em uma mesma intervenção, soluções de macrodrenagem, recuperação ambiental e produção de espaço público, evidenciando uma aproximação com princípios associados ao paradigma ambiental. Conclui-se que o caso analisado se configura como parte de um processo amplo de reconfiguração do planejamento urbano, no qual a natureza passa a ser mobilizada como elemento estruturador do projeto, ainda que de forma parcial, situada e coexistente com racionalidades técnicas e modernizadoras próprias do período.
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