SOMBRAS DA CIDADE
relações de segregação de gênero, raça e classe em Maringá-PR
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6573Palavras-chave:
segregação socioespacial, conjuntos habitacionais, segregação racial urbana, hierarquia de classe, hierarquia de gêneroResumo
Como estratégia de especulação imobiliária e invisibilização dos grupos sociais subalternizados na produção do espaço urbano, a segregação socioespacial atravessa as pesquisas sobre a urbanização brasileira. Neste estudo, o objetivo foi investigar os processos de segregação socioespacial na cidade de Maringá-PR, entre as décadas de 2010 e 2020, correlacionando as tendências do poder público em (re)produzir a lógica de periferização das classes de menores rendas e a concentração das pessoas por classe, raça e gênero no espaço urbano. Para tanto, desenvolveu-se a análise por meio do mapeamento de dados do censo demográfico do IBGE (2022) e da Gerência do Cadastro Único (2026), além dos disponibilizados na bibliografia. Constatou-se que historicamente a segregação socioespacial esteve imbricada no planejamento habitacional, acarretando a concentração dos moradores de menores rendas nas bordas da cidade, nas quais concentra-se também a população negra. Já na região central, a população negra — tanto de mulheres quanto de homens — e a indígena representam concentrações expressivamente baixas.
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