A RUA COMO ESPAÇO DE JOGO
performances e dinâmicas territoriais na prática de grafitar na capital federal
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6580Palavras-chave:
grafite, intervenção urbana, Brasília, História Urbana, jogoResumo
A intenção deste artigo é discutir o grafite como uma espécie de jogo territorial e representacional que absorve os grafiteiros no compartilhamento de um universo codificado e que envolve o conhecimento de regras próprias, como articuladoras para o desenvolvimento desse jogo. Para tanto, são mobilizadas as noções de representação e territorialidade na interpretação dos grafites e na ação de grafitar como formas de elaboração de narrativas que se fazem na cidade (sentido territorial) e sobre a cidade (sentido representacional). Tomando como fontes as imagens de grafites e os depoimentos de grafiteiros atuantes em Brasília, é feita uma análise da atuação desses sujeitos na arena pública, sobretudo na relação entre seus pares. Observa-se que, ao se unirem sob uma certa identidade social, os grafiteiros, enquanto grupo, acabam pondo em evidência essa dinâmica socioespacial desigual e heterogênea do espaço urbano, sobretudo nas áreas mais complexas, como o Plano Piloto de Brasília, foco central de nossa abordagem.
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