PLANO URBANÍSTICO DE ALAGADOS

casas-embrião e clusters - alternativas à cidade funcional

Autores

  • André Luis Balsante Caram Doutorando do Programa de Pós-Gradução em Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6598

Palavras-chave:

Plano Urbanístico de Alagados, concurso de urbanismo, casas-embrião, clusters

Resumo

Este trabalho analisa, a partir da revisão bibliográfica, as propostas arquitetônicas e urbanísticas desenvolvidas pela equipe do escritório M Roberto Arquitetos S.A., em 1973, no concurso nacional do Plano Urbanístico de Alagados, que tinha como objetivo promover melhorias habitacionais e urbanas para a região de Alagados. Situada na Baía de Itapagipe, em Salvador (BA), a região era ocupada por mais de 85 mil habitantes, que viviam em condições precárias e insalubres, com aproximadamente um terço da população vivendo em palafitas e sobre aterros de lixo. Promovido pelo Banco Nacional da Habitação e pelo Grupo de Estudos para Alagados (GEPAB), o Plano de Alagados se destaca pelas estratégias projetuais e pelas influências urbanísticas contra-hegemônicas do período, como a adoção de casas-embrião, organizadas em formato de cluster, propiciando a criação de áreas livres e comunitárias no interior dos agrupamentos. Além de procurar respeitar as formas de organização comunitária e de incentivar a colaboração dos moradores na produção do espaço habitacional e urbano, o Plano configurou-se como uma alternativa urbanística pensada “fora do eixo” em relação aos padrões arquitetônicos e urbanísticos do BNH, da Carta de Atenas e das práticas de erradicação de favelas predominantes no período. 

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Publicado

08-09-2026

Como Citar

CARAM, André Luis Balsante. PLANO URBANÍSTICO DE ALAGADOS: casas-embrião e clusters - alternativas à cidade funcional. Anais do 19º Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, [S. l.], v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.4025/shcu.v1i1.6598. Disponível em: https://anais.uel.br/portal/index.php/shcu/article/view/6598. Acesso em: 7 out. 2026.

Edição

Seção

Eixo 2 — Processos de Produção do Espaço Urbano