PLANO URBANÍSTICO DE ALAGADOS
casas-embrião e clusters - alternativas à cidade funcional
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6598Palavras-chave:
Plano Urbanístico de Alagados, concurso de urbanismo, casas-embrião, clustersResumo
Este trabalho analisa, a partir da revisão bibliográfica, as propostas arquitetônicas e urbanísticas desenvolvidas pela equipe do escritório M Roberto Arquitetos S.A., em 1973, no concurso nacional do Plano Urbanístico de Alagados, que tinha como objetivo promover melhorias habitacionais e urbanas para a região de Alagados. Situada na Baía de Itapagipe, em Salvador (BA), a região era ocupada por mais de 85 mil habitantes, que viviam em condições precárias e insalubres, com aproximadamente um terço da população vivendo em palafitas e sobre aterros de lixo. Promovido pelo Banco Nacional da Habitação e pelo Grupo de Estudos para Alagados (GEPAB), o Plano de Alagados se destaca pelas estratégias projetuais e pelas influências urbanísticas contra-hegemônicas do período, como a adoção de casas-embrião, organizadas em formato de cluster, propiciando a criação de áreas livres e comunitárias no interior dos agrupamentos. Além de procurar respeitar as formas de organização comunitária e de incentivar a colaboração dos moradores na produção do espaço habitacional e urbano, o Plano configurou-se como uma alternativa urbanística pensada “fora do eixo” em relação aos padrões arquitetônicos e urbanísticos do BNH, da Carta de Atenas e das práticas de erradicação de favelas predominantes no período.
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