A TRINCA DO CURVELO

cidade, crônica e cotidiano fora do eixo

Autores

  • Brenda Regina Braz Leite FAU USP / Discente

DOI:

https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6611

Palavras-chave:

história urbana, crônicas, cotidiano, Curvelo, Manuel Bandeira

Resumo

Este artigo analisa as crônicas de Manuel Bandeira, escritas, em sua maioria, na década de 1930, sobre os meninos da “Trinca do Curvelo", a molecada da rua do Curvelo, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, onde o autor vivia, buscando compreender como o cotidiano ali é narrado, e como essa cidade e seus sujeitos, muitas vezes entendidos como “fora do eixo” das centralidades urbanas e sociais, se apropriam dessa cidade. Partindo da crônica como instrumento privilegiado de apreensão do urbano, o trabalho investiga as práticas cotidianas, especialmente aquelas relacionadas à infância e ao uso da rua, como formas de apropriação, ressignificação e produção da cidade. Como eixo teórico, mobiliza-se, principalmente, as noções de “estratégia” e “tática” de Michel de Certeau (1998), para compreender as complexas relações que atravessam as experiências desses personagens, evidenciando como os sujeitos ordinários, por meio de usos inventivos do espaço, reinventam a cidade no cotidiano. Dessa forma, nessas crônicas, a realidade social não aparece como pano de fundo, mas como elemento estruturante da narrativa, permitindo compreender o urbano como campo de práticas, experiências e disputas, sobretudo a partir de suas margens, isto é, de uma perspectiva fora do eixo.

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Publicado

08-09-2026

Como Citar

BRAZ LEITE, Brenda Regina. A TRINCA DO CURVELO: cidade, crônica e cotidiano fora do eixo. Anais do 19º Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, [S. l.], v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.4025/shcu.v1i1.6611. Disponível em: https://anais.uel.br/portal/index.php/shcu/article/view/6611. Acesso em: 17 set. 2026.

Edição

Seção

Eixo 3 — Representações, Memória e Preservação do Urbano