ENTRE MODERNIDADE E MEMÓRIA
a Vila Ferroviária de Oficinas e as narrativas sobre a produção do espaço urbano em Ponta Grossa (1956-1997)
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6622Palavras-chave:
produção do espaço urbano, ferrovia, vila operária, memória urbana, transformação territorialResumo
Este arquivo apresenta as diretrizes de formatação para o envio dos trabalhos ao 19º Seminário de Este artigo analisa a Vila Ferroviária de Oficinas, em Ponta Grossa (PR), como expressão da atuação da ferrovia enquanto agente produtor do espaço urbano. Implantado em 1956 pela Rede Viação Paraná–Santa Catarina, o conjunto habitacional integrou moradia, trabalho e sociabilidade sob a lógica empresarial, materializando hierarquias e formas específicas de organização territorial. À luz da geografia crítica e da historiografia urbana, a pesquisa articula produção do espaço e memória, mobilizando entrevistas realizadas no âmbito de disciplina de pós-graduação como fonte para problematizar a experiência da modernidade ferroviária. A análise evidencia que a vila foi vivida e reinterpretada de maneira heterogênea, revelando tensões entre pertencimento comunitário, racionalidade funcional e transformação urbana posterior ao desmantelamento da RFFSA. Ao comparar narrativas de diferentes gerações de moradores, o estudo demonstra que a modernidade ferroviária se constituiu como processo contraditório, simultaneamente estruturador de identidades e produtor de dependências espaciais. O trabalho integra pesquisa de doutorado em andamento e contribui para o debate sobre infraestrutura, habitação operária e transformação territorial em cidades médias brasileiras.
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