O SILENCIAMENTO DA PAISAGEM HISTÓRICA

disputas sobre a proteção do Forte dos Reis Magos e seu entorno (1997-2010)

Autores

  • Regina Alyce Caetano de Lima UFRN
  • George Alexandre Ferreira Dantas UFRN

DOI:

https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6647

Palavras-chave:

Patrimônio Cultural, Forte dos Reis Magos, IPHAN, Ponte Newton Navarro

Resumo

Este artigo analisa as disputas em torno da preservação da paisagem histórica do Forte dos Reis Magos, em Natal/RN, contrastando a defesa técnica da ambiência com o silenciamento institucional durante a construção da Ponte Newton Navarro, entre os anos de 1997 e 2010. O tombamento original de 1949 limitava-se à estrutura de "pedra e cal", ignorando a área de servidão militar e o ecossistema estuarino que são essenciais para a inteligibilidade tático-militar do monumento. Apesar dos contundentes esforços de especialistas do IPHAN para ampliar a proteção e impedir o avanço da obra viária, prevaleceu a imposição de um "novo cartão-postal" impulsionado pelo Estado e pela mídia. Metodologicamente, a pesquisa cruza documentação técnica com levantamento hemerográfico para demonstrar como o discurso de modernidade operou como um "trator político". Conclui-se que o arquivamento do processo e a vitória da espetacularização visual sobre a memória urbana abriram precedentes perigosos para a mercantilização do estuário, e para a contínua ameaça ao patrimônio potiguar.

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Publicado

08-09-2026

Como Citar

CAETANO DE LIMA, Regina Alyce; FERREIRA DANTAS, George Alexandre. O SILENCIAMENTO DA PAISAGEM HISTÓRICA: disputas sobre a proteção do Forte dos Reis Magos e seu entorno (1997-2010). Anais do 19º Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, [S. l.], v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.4025/shcu.v1i1.6647. Disponível em: https://anais.uel.br/portal/index.php/shcu/article/view/6647. Acesso em: 17 set. 2026.

Edição

Seção

Eixo 3 — Representações, Memória e Preservação do Urbano